Em dia decisivo para Itália, Gentiloni se diz 'orgulhoso'

ROMA, 28 DEZ (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, fez a tradicional coletiva de imprensa sobre o ano do governo nesta quinta-feira (28) e se disse "orgulhoso" de todo o trabalho feito por ele, por seus ministros e pelos membros do Parlamento.   

Agora à tarde, é esperado que o presidente da Itália, Sergio Mattarella, anuncie o dissolvimento das Câmaras - dos Deputados e do Senado - e anuncie a convocação das novas eleições no país.   

"Esse ano, além da coletiva tradicional de fim de ano, essa entrevista tem um significado particular. Sempre considerei um objetivo de meu governo chegar a um fim ordenado de minha legislatura. Temos consciência que não podemos continuar a ter fins bruscos de legislatura, especialmente dessa vez, onde o país estava retomando sua economia", ressaltou.   

Seguindo com seu discurso, o primeiro-ministro disse que "seria grave interromper de maneira dramática" seu governo. "Mas, essa foi uma legislatura frutífera. Apesar de coisas estranhas que ocorreram ao longo do tempo, ela foi frutífera. Podemos sintetizar assim essa situação", acrescentou.   

Gentiloni ressaltou os bons feitos do governo para a retomada dos empregos, do crescimento da indústria e da melhoria de vida dos italianos. "Podemos dizer que a Itália voltou à sua rota após enfrentar a pior crise econômica desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse ainda.   

Em outro momento, Gentiloni falou sobre o próximo governo, que deve tomar posse em março do ano que vem.   

"A próxima legislatura terá a função de continuar com essa retomada, produzir mais trabalho, reduzir as desigualdades. Na agenda não pode faltar a ambição de fazer as reformas", destacou.   

O representante do PD ainda teve um momento de descontração ao falar sobre o início de seu governo, em dezembro do ano passado.   

"Vocês sabem que meu governo, que começou a há um ano, era quase impossível pensar que eu daria mais uma coletiva de imprensa.   

Meu governo fez poucos anúncios, mas isso não significa que tomou poucas decisões", acrescentou.   

O premier ainda falou sobre as "expectativas internacionais" de todo o ano e ressaltou que "após o Brexit, a crise mais grave da União Europeia nos 60 anos de vida, a declaração europeia assinada em Roma, foi um ponto de virada".   

Ele ainda destacou que as eleições do próximo ano vão definir não apenas quais serão as principais mudanças dentro do país, mas também "sobre a posição geopolítica que os italianos querem para a União Europeia".   

Em outra passagem, Gentiloni lembrou dos compromissos firmados pela Itália durante todo o ano, como a confirmação da postura em prol dos acordos climáticos, o combate ao terrorismo internacional e os acordos firmados com a África (que frearam a imigração ilegal ao país) e com o Canadá (de livre-comércio).   

Ele ainda destacou a importância internacional das Forças Armadas italianas em combates pelo mundo. "Eu me sinto orgulhoso", disse sobre seus ministros e funcionários do governo.   

- Dissolvição do Parlamento: Segundo fontes da Presidência, Mattarella aguardava a coletiva para anunciar a dissolvição da 17ª legislatura.   

O fim de um governo na Itália é feito através de um decreto do presidente, em documento contra-assinado pelo primeiro-ministro.   

No entanto, apesar de declarar o término da legislatura, Gentiloni deve continuar no cargo para exercer "funções de rotina" de um governo, mas sem nenhum tipo de votação ou decreto.   

A partir do anúncio de Mattarella, as eleições podem ser marcadas em um período entre 45 e 70 dias depois da dissolução do Parlamento - ou seja, entre 11 de fevereiro e 8 de março. O mais provável, segundo as fontes do governo, é que as eleições gerais sejam marcadas no dia 4 de março. Gentiloni assumiu o cargo no dia 12 de dezembro de 2016, após o então premier, Matteo Renzi, renunciar após ser derrotado no referendo constitucional do dia 4 daquele mês. Os dois, no entanto, pertencem à sigla de centro-esquerda Partido Democrático (PD). (ANSA)
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