Genro de Trump é investigado por contatos com chineses

NOVA YORK, 20 FEV (ANSA) - O promotor especial Robert Mueller, encarregado de investigar a suposta interferência da Rússia nas eleições dos Estados Unidos, está analisando contatos de Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, com empresários chineses que queriam investir nas propriedades de sua família em Nova York.   

A informação foi revelada pela emissora de televisão "CNN" nesta terça-feira (20). Segundo a reportagem, Mueller investiga as conversas realizadas por Kushner logo após a vitória de seu sogro nas eleições de novembro de 2016 até a data da posse.   

A equipe do promotor teria feito interrogatórios em janeiro e fevereiro para saber mais sobre as tentativas da família Kushner para renovar seu edifício no número 666 da Quinta Avenida de Nova York, que tem 30% dos seus escritórios desocupados e que acumula uma dívida de US$ 1,2 bilhão.   

A "CNN", que cita fontes, informa que a equipe de Mueller ainda não estabeleceu contato nem pediu informação a Kushner Companies, a empresa imobiliária da família Kushner e da qual Jared se desvinculou para evitar conflitos como atual assessor de Trump.   

Segundo revelou em janeiro do ano passado o jornal "The New York Times", uma semana depois da vitória de Trump, Kushner se reuniu com representantes do conglomerado chinês Anbang, dono do hotel nova-iorquino Waldorf Astoria, que comprou em 2014 por US$ 1,95 bilhão.   

Nesse momento, Kushner e o presidente do Anbang, Wu Xiaohui, estavam perto de chegar a um acordo sobre o edifício da Quinta Avenida, mas as negociações se interromperam em março.   

O fim das negociações aconteceu depois que vários membros do Congresso expressaram sua preocupação com as conexões que existem entre o Anbang e o governo chinês, algo que poderia representar um conflito de interesse devido ao importante papel exercido por Kushner na Casa Branca.   

A família Kushner comprou o edifício da Quinta Avenida por US$ 1,8 bilhão em 2007, antes da crise financeira e imobiliária.   

O genro de Trump começou a ser investigado, inicialmente, por seus contatos com investidores russos durante a campanha eleitoral do magnata nas eleições presidenciais. (ANSA)
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