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Ministra italiana terá que depor sobre autor de ataque em Nice

29.out.2020 - Soldados franceses protegem a Basílica de Notre-Dame de Nice, na França, após um ataque com faca que deixou três mortos e vários feridos - Eric Gaillard/Pool/AFP
29.out.2020 - Soldados franceses protegem a Basílica de Notre-Dame de Nice, na França, após um ataque com faca que deixou três mortos e vários feridos Imagem: Eric Gaillard/Pool/AFP

Da ANSA, em Roma (Itália)

29/10/2020 16h59

O Comitê Parlamentar para a Segurança da República (Copasir) da Itália, órgão responsável por fiscalizar os serviços de inteligência, convocou a ministra do Interior, Luciana Lamorgese, e o chefe da polícia italiana, Franco Gabrielli, para depor nos próximos dias sobre o autor do ataque contra uma igreja de Nice, na França, que teria chegado à Europa pela ilha de Lampedusa.

Segundo o presidente do Copasir, Raffaele Volpi, a audiência será dedicada "à história do cidadão tunisiano que, depois de passar pela Itália, realizou o sangrento atentado na França" e aos confrontos ocorridos nas ruas de várias cidades italianas durante os protestos contra o decreto anti-Covid anunciado pelo primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte.

O tunisiano realizou um ataque a faca na Basílica de Notre-Dame de Nice e matou três pessoas, sendo que uma delas foi decapitada dentro da igreja.

A suspeita é de que o jovem de 21 anos teria chegado na Itália no navio Rapsódia no dia 20 de setembro, data em que o país registrou um boom de desembarques, e se registrado no Centro de Migrantes de Bari no dia 9 de outubro como Brahim Aoussaoui.

O Ministério Público de Bari colabora com a investigação feita pelas autoridades francesas e analisa o controle de trânsito do tunisiano desde quando pisou no território italiano.

"O que aconteceu na França nos perturba. Estamos falando de um terrorista que entrou numa igreja e matou três pessoas. Perante isso, devemos reagir como a Europa e nestas horas a Europa deve aumentar os níveis de segurança, o que aconteceu não pode ser subestimado", alertou o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, durante entrevista ao TG1.