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Tensão entre exército e manifestantes aumenta em Myanmar

Tensão entre exército e manifestantes aumenta em Myanmar - STR/AFP
Tensão entre exército e manifestantes aumenta em Myanmar Imagem: STR/AFP

09/02/2021 15h41

Pelo quarto dia consecutivo de greve nacional de trabalhadores e de protestos contra o golpe de Estado aplicado pelas Forças Armadas em Myanmar, a tensão entre o Exército e os manifestantes continua aumentando nesta terça-feira (9).

Canhões de água e balas de borracha foram lançados contra os cidadãos que se reuniram na capital Naypyidaw, segundo imagens transmitidas ao vivo pela TV.

Segundo relatos, alguns pessoas ficaram feridas. No momento, no entanto, não está claro a quantidade exata, mas pelo menos um cidadão foi levado para o hospital local.

Em Madalay, a segunda maior cidade do país, a polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

No novo capítulo da crise vivida no território após o golpe de 1º de fevereiro, as forças armadas também invadiram a sede do partido da líder "de facto" do país, Aung San Suu Kyi, em Yangon.

"A ditadura militar invadiu e destruiu a sede do NLD por volta das 21h30", diz uma publicação na página da própria Liga Nacional para a Democracia (NLD), no Facebook.

Os atos violentos e a repressão contra os manifestantes praticados pelos militares foram condenados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, por sua vez, suspendeu todos os seus contatos políticos e militares de alto nível com Myanmar, tornando-se o primeiro país do mundo a isolar a junta militar após o golpe.

Ela ainda pediu à comunidade internacional que "condenasse veementemente" o ato e anunciou sanções contra os militares.

Ontem (8), as forças armadas chegaram a decretar a lei marcial para tentar evitar os protestos e proibir aglomeração de cinco pessoas, além de impor um toque de recolher noturno obrigatório.

As medidas, porém, não foram respeitadas e milhares de pessoas estão concentradas em áreas fortemente protegidas pela polícia.

Desde o último fim de semana, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas do país para protestar contra a tomada do poder pelo Exército - que já governou Myanmar entre 1962 e 2011 -, e exigir a libertação dos líderes democráticos detidos, incluindo a Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

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