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Greta critica falta de ação de líderes na crise ambiental: 'Fingem que nos ouvem'

Greta Thunberg manteve o tom de cobrança e não aliviou nas críticas contra a comunidade internacional - Reprodução/Instagram Greta Thunberg
Greta Thunberg manteve o tom de cobrança e não aliviou nas críticas contra a comunidade internacional Imagem: Reprodução/Instagram Greta Thunberg

Da Ansa

28/09/2021 09h13Atualizada em 28/09/2021 09h13

Começou nesta terça-feira (28), em Milão, norte da Itália, o Youth4Climate ("Juventude pelo Clima"), evento preparatório da COP26 e que reúne 400 jovens de todo o mundo para discutir propostas contra a crise climática.

A abertura da conferência na capital da Lombardia foi marcada pela presença da sueca Greta Thunberg, jovem de 18 anos que deflagrou um movimento global de estudantes em defesa do clima e que hoje é uma das ativistas ambientais mais conhecidas do planeta.

Em seu discurso na Y4C, Thunberg manteve o tom de cobrança e não aliviou nas críticas contra a comunidade internacional e contra o próprio evento do qual participa.

"Escutamos apenas palavras e blá-blá-blá dos líderes mundiais. As emissões continuam aumentando. Nós podemos reverter essa tendência, mas são necessárias soluções drásticas. Uma vez que não temos soluções tecnológicas, somos nós que devemos mudar", disse a sueca em Milão.

"Não podemos mais permitir que o poder decida o que é a esperança. A esperança não é algo passivo, não é um blá-blá-blá. A esperança quer dizer verdade, quer dizer ação, e a esperança sempre vem das pessoas. Nós queremos justiça climática, e a queremos agora", acrescentou.

Thunberg ainda afirmou que a crise ambiental é sintoma da desigualdade e do colonialismo. "Uma crise que nasce da ideia de que algumas pessoas valem mais do que outras", ressaltou.

Em seguida, a ativista sueca admitiu que não espera resultados concretos no evento de Milão. "Eles [os líderes mundiais] selecionam jovens como nós, fingindo que nos escutam, mas não é verdade, eles nunca nos escutaram", disse.

O objetivo do Y4C, que também conta com os brasileiros Eduarda Zoghbi, Eric Marky e Paloma Costa, é preparar um documento com propostas contra a crise climática e que será apresentado aos ministros que participam da pré-COP26, também em Milão, entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Já a 26ª conferência climática da ONU acontece no início de novembro, em Glasgow, no Reino Unido.

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