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Greta Thunberg: 'Brasil não começou crise climática, mas pôs combustível'

Greta Thunberg participou de audiência pública no Senado brasileiro - Reprodução
Greta Thunberg participou de audiência pública no Senado brasileiro Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

10/09/2021 17h09

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg disse que o Brasil não começou a crise climática no mundo sozinho, mas adicionou combustível a ela. Greta participou na tarde de hoje de uma audiência pública no Senado brasileiro sobre mudanças climáticas.

Greta foi enfática em cobrar um posicionamento mais firme dos líderes políticos brasileiros em relação a este problema. A jovem mencionou a Amazônia, conhecida como pulmão do mundo, e os problemas de desmatamento e queimadas que a afetam.

Em sua breve fala, Greta Thunberg também mencionou os povos originários do Brasil, lembrando que "os direitos dos povos indígenas e os direitos climáticos caminham juntos". Ela disse que o que os líderes brasileiros estão fazendo em relação a essa questão é "vergonhoso".

Ontem, véspera do debate, o STF (Supremo Tribunal Federal) retomou e novamente interrompeu o julgamento sobre o marco temporal das terras indígenas. Segundo o projeto do marco temporal, que é questionado no Supremo, os povos originários só teriam direito às terras que estavam comprovadamente ocupando na data da promulgação da Constituição de 1988, o que é considerado um retrocesso por especialistas e ativistas.

"Eu sou apenas uma pessoa, mas os olhos de todo o mundo estão voltados para vocês", disse a ativista, de maneira contundente, em seu tom caracteristicamente crítico.

Greta Thunberg ganhou notoriedade por ter criado o movimento "Fridays For Future" (sextas-feiras pelo futuro) por meio do qual promove greves escolares como forma de manifestação e pressão por políticas públicas contra as mudanças climáticas.

Ela participou da audiência a convite do senador Jaques Wagner (PT-BA), que propôs uma sessão de debates sobre o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), da ONU (Organização das Nações Unidas).

O evento contou ainda que com a participação de Sir David King, co-fundador e presidente do Centro pelo Reparo Climático da Universidade de Cambridge; Dom Walmor, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Renato Casagrande, governador do Espírito Santo e líder dos Governadores pelo Clima e a ativista indígena Samela Sateré Mawé.

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