Reino Unido confirma 5 mortos em ataque: O que se sabe até agora

Um ataque ocorrido na tarde desta quarta-feira deixou, até o momento, cinco mortos de 20 feridos nos arredores do Parlamento do Reino Unido, em Londres.

Primeiro, um carro atropelou pessoas que andavam pela ponte de Westminster ao subir na calçada e colidir contra a grade do local, que fica nas cercanias do Parlamento. Então, um homem armado com uma faca saiu do veículo e tentou entrar correndo no prédio. Ele esfaqueou um policial que não estava armado e acabou atingido por tiros disparados pela polícia.

Confira o que se sabe até agora sobre o ataque:

As vítimas

A polícia de Londres confirmou cinco mortes até agora.

Entre as vítimas está o policial esfaqueado, Keith Palmer, de 48 anos, que fazia a segurança do Parlamento. Ele chegou a receber primeiros socorros - um secretário de governo tentou ressuscitá-lo com respiração boca a boca e um médico que estava por perto aplicou técnicas de reanimação, mas o agente acabou não resistindo e morrendo no local.

"Ouvi os gritos e corri para ajudar. A polícia me deixou entrar, nós fizemos uma massagem cardíaca e passamos 52 minutos tentando reanimá-lo. Fizemos o que podíamos, depois tentamos ajudar os feridos ao redor", contou à BBC Jeeves Wijesuriya, o médico que ajudou nos primeiros socorros no local.

Por ora, sabe-se que a lista de mortos inclui Palmer, o autor do ataque e outras três pessoas, todas civis.

Sobre os feridos - foram contabilizados 40 -, o hospital da universidade King's College confirmou ter recebido oito pacientes, sendo seis homens e duas mulheres. Dois estariam em estado grave.

Entre as pessoas feridas, estão três policiais atingidos pelo carro, quatro estudantes da Universidade Edge Hill, em Ormskirk, que faziam uma visita no Parlamento britânico, um grupo de crianças francesas que estavam na ponte de Westminster e uma mulher que acabou caindo no rio Tâmisa.

A autoria do ataque

Até o momento, as autoridades, incluindo primeira-ministra britânica, Theresa May, têm falado em apenas um autor - o homem que foi morto pela polícia após esfaquear um agente.

Ainda não há informações concretas sobre a motivação do atentado.

Onde estava Theresa May

No momento do ataque, a premiê estava dentro do Parlamento.

Ela deixou o prédio algumas horas depois e convocou uma reunião com o chamado "Cobra Committee", que reúne ministros e outros oficiais de serviços de emergência, além de agentes de inteligência e de segurança, para discutir possíveis ações após o ataque.

Em pronunciamento no fim do dia, a premiê afirmou que os detalhes do que classificou como "ataque terrorista doente e imoral" ainda estão surgindo.

Segundo ela, a classificação de ameaça de atentado no Reino Unido não será revisada - desde agosto de 2014, o risco é considerado "severo", o que indica que um ataque é altamente provável. É o segundo mais grave - acima, está apenas o risco "crítico", ou seja, iminente.

"O local desse ataque não foi escolhido por caso. Os terroristas escolheram atingir o coração da nossa capital, onde pessoas de todas as nacionalidades, religiões e culturas se encontram para celebrar os valores da liberdade, democracia e liberdade de expressão", afirmou May.

"(Mas) todas as tentativas de derrotar esses valores por meio da violência e do terror estão fadadas ao fracasso."

"Amanhã cedo, o Parlamento irá se reunir normalmente. Iremos nos reunir normalmente. E os londrinos - e outras pessoas de todo o mundo que vêm visitar esta grande cidade -, irão levantar e seguir com seus dias normalmente", acrescentou a primeira-ministra.

"E todos nós seguiremos adiante. Nunca sucumbindo diante do terror. E nunca permitindo que as vozes do ódio e do mal nos afastem."

A reação no Parlamento

Às 14h45 da tarde (11h45 em Brasília), quando ocorreu o ataque, o Parlamento britânico foi fechado e passou a ser evacuado aos poucos.

"Atualmente estou trancado em Westminster com metade da Câmara dos Lordes e vários deputados", relatou um dos representantes que estava no prédio pelo Twitter.

Por volta de 19h30, o Parlamento todo já havia sido evacuado - os parlamentares ficaram trancados por mais de quatro horas na Câmara dos Comuns.

A polícia também pediu à população que evitasse a região, uma das mais movimentadas e turísticas de Londres.

As atividades no Parlamento serão retomadas nesta quinta-feira.

A repercussão no mundo

Líderes de outros países europeus manifestaram solidariedade às vítimas do atentado.

A chanceler alemã Angela Merkel disse ter ficado "profundamente chocada". "Meus pensamentos estão com os feridos, e envio toda a minha solidariedade ao Reino Unido", afirmou pelo Twitter.

"O terrorismo afeta a todos, e a França sabe como os britânicos estão sofrendo hoje", disse o presidente francês, François Hollande.

O governo do Brasil divulgou nota manifestando "sua solidariedade e suas condolências aos familiares e amigos das vítimas" e afirmou que não há registro de brasileiros entre os atingidos pelo ataque.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, elogiou a "rápida resposta" da polícia britânica.

"Nós obviamente condenamos o ataque ocorrido hoje em Westminster, que o Reino Unido está tratando como um ato de terrorismo", afirmou o representante do presidente Donald Trump.

"As vítimas estão em nossos pensamentos e orações. A cidade de Londres e o governo de Sua Majestade tem todo o apoio do governo dos Estados Unidos para responder ao ataque e levar à Justiça os responsáveis."

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos