Serviço secreto investiga suposto ataque de Anonymous a Trump

Washington, 18 mar (EFE).- O Serviço Secreto dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que está investigando um suposto ataque de hackers ligados ao grupo Anonymous a Donald Trump, pré-candidato republicano à Casa Branca.

O grupo afirmou ter divulgado na internet o número do telefone celular e o número da Seguridade Social do magnata, que lidera a corrida republicana para a indicação presidencial com uma campanha populista e agressiva que tem gerado muita polêmica.

A informação, publicada em um site de vazamentos do Anonymous, incluiria números telefônicos, endereços e outros dados pessoais de pessoas próximas ao multimilionário nova-iorquino, como seu porta-voz, seu diretor de campanha e familiares.

"O Serviço Secreto dos EUA está ciente dos dados divulgados na internet sobre a informação pessoal do candidato Donald Trump", afirmou hoje o porta-voz Martin Mulholland.

"Estamos trabalhando com o FBI neste assunto", acrescentou Mulholland no comunicado, divulgado pela imprensa americana.

O Anonymous anunciou seu ataque em um vídeo publicado nesta quinta-feira no YouTube, em que acusa o pré-candidato de "fascismo e xenofobia", e de "perseguição religiosa aos muçulmanos através de políticas totalitárias".

O magnata, conhecido por seu discurso radical contra a imigração ilegal, defende vetar temporariamente a entrada nos Estados Unidos de turistas muçulmanos como ferramenta para combater o terrorismo jihadista.

Um representante do empresário citado pela emissora "CNN" afirmou que as forças da ordem trabalham para "deter os responsáveis por tentar piratear ilegalmente as contas e a informação telefônica do senhor Trump".

Ano passado Trump alegou ter recebido ameaças e solicitou a proteção do Serviço Secreto, destinada habitualmente a altos cargos do governo, como o presidente, Barack Obama, e líderes estrangeiros que visitam o país.

Durante a campanha presidencial é comum que o Serviço Secreto zele pela segurança de alguns candidatos, confirmou à Agência Efe um porta-voz dessa agência federal em novembro, quando foi anunciado que o multimilionário teria proteção especial.

A proteção se torna obrigatória quando os partidos elegem os candidatos que concorrerão pela Casa Branca em suas convenções nacionais, que este ano acontecem em julho. A eleição presidencial nos EUA acontece dia 8 de novembro.

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