Capriles é agredido com gás lacrimogêneo lançado por policiais em Caracas

  • Fernando Llano/AP

    Capriles tenta se livrar de repressão da polícia em Caracas

    Capriles tenta se livrar de repressão da polícia em Caracas

O governador do estado de Miranda e duas vezes candidato à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, foi agredido nesta quarta-feira com gás lacrimogêneo por parte da polícia quando tentava fazer prosseguir uma passeata até a sede do Poder Eleitoral no centro da capital do país, Caracas.

Um dos principais líderes da oposição ao governo de Nicolás Maduro, Capriles foi atingido no rosto por gás lacrimogêneo lançado por um membro da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) com quem tentava negociar a passagem da manifestação rumo ao centro de Caracas.

Capriles estava na principal estrada de Caracas que cruza toda a capital venezuelana e já tinha avançado até os limites da cidade de Libertador, onde fica a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e que tem como prefeito o chavista Jorge Rodríguez.

O governador tentou distrair um piquete do PNB para passar do outro lado da cidade junto com cerca de 20 pessoas, mas foi detido pelas autoridades, com as quais terminou resistindo até ser agredido.

"Infelizmente aconteceu essa situação, nosso irmão Henrique Capriles foi atingido com um 'paralyzer' dirigido a seu rosto", disse à emissora privada "Unión Rádio" o secretário-executivo da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) Jesús Torrealba, que hoje participou da passeata com o governador.

O porta-voz da oposição disse que a ação da polícia foi "covarde" pois "todo mundo sabe que Capriles foi operado recentemente por lesões em seu rosto, portanto é triplamente desprezível esse tipo de agressão".

Ainda segundo Torrealba, Capriles "está se recuperando satisfatoriamente" do ataque.

O deputado opositor Juan Guaidó, que estava perto de Capriles no momento do ataque, disse em sua conta no Twitter que "Ao governador @hcapriles jogaram gás pimenta nos olhos. O Gob (governo) deve entender que a violência institucional não vai nos deter".

Enquanto ocorriam estes eventos, o movimento chavista se mobilizava nas ruas do centro de Caracas atendendo a uma convocação feita pelo governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). 

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