Sanders não joga toalha e seguirá com sua campanha até Convenção Democrata

Los Angeles (EUA), 7 jun (EFE).- O senador Bernie Sanders anunciou nesta terça-feira que continuará com sua campanha pela indicação do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos até a Convenção Nacional de sua legenda, que será realizada em julho.

Sanders fez esse anúncio em um evento na cidade californiana de Santa Monica, poucas horas depois que sua rival pela indicação, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, se autoproclamou como vencedora das primárias e candidata do Partido Democrata à Casa Branca.

"Vamos lutar muito duro para ganhar a primária em Washington D.C. e depois levaremos nossa luta por justiça social, econômica, racial e ambiental à Filadélfia", disse Sanders em referência à cidade onde será realizada a Convenção Nacional Democrata.

O senador não se referiu diretamente às palavras de Hillary, que em um evento eleitoral realizado hoje em Nova York se autoproclamou como a candidata democrata à presidência dos EUA, mas mencionou que tinha falado com ela por telefone para parabenizá-la por suas vitórias depois das primárias de hoje, que aconteceram em seis estados, da Califórnia até Nova Jersey.

Hillary saiu vencedora em três deles (Nova Jersey, Dakota do Sul e Novo México), enquanto Sanders ganhou em dois (Dakota do Norte e Montana) e ainda resta saber os resultados na Califórnia. No entanto, com 40% da apuração concluída, a ex-secretária de Estado supera o senador por cerca de 20 pontos no estado mais populoso do país.

Sanders também afirmou que tinha conversado hoje por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Diante de um público entusiasmado e como ápice de sua intensa e longa campanha na Califórnia, Sanders revisou os principais objetivos e conquistas de seu movimento eleitoral.

"Se esta campanha provou algo, é que milhões de americanos que amam este país estão preparados para se levantar e lutar para tornar este país um lugar muito melhor", opinou o senador.

Sanders afirmou que o objetivo de sua campanha é "transformar este país até o último ponto" e opinou que sua meta é a mesma da maioria da população americana.

O senador também elogiou a capacidade de mobilização que teve entre os jovens e disse que está "enormemente otimista" sobre o futuro dos Estados Unidos, quando tanta gente compartilha de sua visão.

Além disso, o candidato insistiu que uma de suas prioridades é impedir que os republicanos consigam o controle do governo, "algo especialmente verdadeiro com Trump como candidato republicano", afirmou, em referência ao polêmico magnata.

"Os americanos, na minha opinião, nunca apoiarão um candidato cujo tema fundamental é a intolerância", afirmou Sanders sobre Trump, a quem acusou de insultar mexicanos, muçulmanos, afro-americanos e mulheres.

"Não vamos permitir que Trump seja presidente dos Estados Unidos", acrescentou o senador.

Sanders mencionou alguns dos pontos principais de seu programa, como a reforma migratória e garantir cobertura de saúde universal, e enfatizou que, ao longo da história dos Estados Unidos, as mudanças sociais aconteceram de baixo para cima.

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