Morales questiona EUA defenderem liberdade e manterem bases na América Latina

La Paz, 30 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou nesta quinta-feira o fato de os Estados Unidos defenderem a liberdade como garantia da democracia mas, ao mesmo tempo, manterem abertas as suas bases militares na América Latina.

Em entrevista coletiva em La Paz, Morales que "acha graça" que o encarregado de Negócios da embaixada americana em La Paz, Peter Brennan, tenha dito em declarações recentes que a liberdade é a base da democracia. Para ele, se tratou de "uma intromissão aberta" e de "uma mensagem de ameaça à Venezuela" porque os Estados Unidos consideram que "não há liberdade" nesse país.

"Se a liberdade é a base da democracia, retirem as bases militares da América Latina e do mundo todo, assim vamos acreditar que a liberdade é a base da democracia para os Estados Unidos", sustentou o presidente boliviano.

Morales questionou que o governo americano fale de liberdade e democracia porque promove golpes de Estado nos países onde os governantes são "anti-imperialistas" e promove intervenções militares.

Segundo ele, nos Estados Unidos quem governa são os "banqueiros e empresários", e não os presidentes eleitos.

Brennan é o maior representante dos Estados Unidos na Bolívia, já que ambos os países se relacionam através de encarregados de Negócios desde 2008, quando aconteceu a expulsão recíproca de embaixadores. Morales expulsou o diplomata Philip Goldberg naquele ano, acusado de conspirar contra seu governo. Os Estados Unidos responderam tirando do país o então embaixador boliviano em Washington, Gustavo Guzmán, após rejeitar as acusações feitas.

Em fevereiro deste ano, Morales afirmou que seu governo avaliava a possível expulsão de Brennan, a quem acusou de estar por trás de uma "guerra suja" contra ele durante a campanha realizada para o referendo constitucional realizado em 21 de fevereiro, no qual foi derrotado. Nessa consulta os bolivianos rejeitaram a modificação da Constituição que permitiria a Morales se apresentar às eleições de 2019, em busca de um quarto mandato consecutivo. A embaixada americana rejeitou essa acusação.

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