Obama defende a tolerância em discurso no parlamento canadense

Ottawa, 29 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso na quarta-feira no Parlamento do Canadá em que elogiou o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e defendeu os valores da tolerância e a integração dos imigrantes.

Obama participou da Cúpula de Líderes da América do Norte, em Ottawa, ao lado de Trudeau e do presidente do México, Enrique Peña Nieto. No discurso, ele se referiu as correntes xenófobas que buscam "bodes expiatórios" em imigrantes, refugiados ou "aqueles que parecem diferentes".

"Temos que nos opor a calúnia e o ódio lançado contra aqueles que parecem diferente. É nossa obrigação", declarou Obama, se referindo às comunidades muçulmanas.

Sobre os refugiados, explicou que não se pode "rotular como possíveis terroristas pessoas vulneráveis que estão fugindo de terroristas".

"Em algum momento, em algum lugar, sua família foi estranha. As mães, pais, crianças que vemos hoje, somos nós. Não podemos esquecer. Portanto os canadenses e os americanos seguirão recebendo refugiados", assegurou.

Obama também se dirigiu ao primeiro-ministro canadense afirmando saber que o "Canadá e o mundo se beneficiará" de sua liderança "durante anos".

Depois de analisar os laços históricos e ideológicos que ligam Canadá e EUA, Obama fez uma apaixonada defesa dos valores democráticos.

"Se os benefícios da globalização só beneficiam as elites, se nossas democracias parecem incapazes de garantir o crescimento e oportunidades para todos, a população pressionará com raiva ou amedrontada", declarou.

"Temos visto algumas destas correntes na semana passada no referendo do Reino Unido para deixar a União Europeia", continuou.

Obama também repetiu que "restringir o comércio ou ceder ao protecionismo nesta economia do século XXI não funcionará" e explicou que o ponto é que você precisa "olhar para frente e não para trás".

O presidente americano agradeceu ao Canadá por seu papel nas negociações entre EUA e Cuba para o restabelecimento de relações entre os dois países e fez uma brincadeira sobre o fato.

"Sei que muitos canadenses gostam de ir para Cuba. Talvez porque não há americanos enchendo as ruas e praias, mas isso está mudando", afirmou.

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