Trump pede que Rússia obtenha e divulgue e-mails de Hillary que sumiram

Miami, 27 jul (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira que a Rússia obtenha e divulgue os 30 mil e-mails oficiais que desapareceram do servidor privado que sua adversária nas eleições, a democrata Hillary Clinton, usou enquanto era secretária de Estado do país.

"Rússia, se você está ouvindo, espero que possa encontrar os 30 mil e-mails desaparecidos (de Hillary). Acho que você seria amplamente recompensada pela nossa imprensa", disse Trump em entrevista coletiva realizada em Doral, perto de Miami.

O empresário se referia aos 33 mil e-mails que a candidata democrata supostamente apagou da conta que usou quando era secretária de Estado e que, contrariando as normas, armazenou em um servidor privado, sem deixar cópias nos servidores do governo.

Trump convocou hoje uma entrevista coletiva, no dia seguinte à confirmação de Hillary como candidata na Convenção Nacional Democrata, mas não quis criticar a Rússia por supostamente estar intervindo nas eleições presidenciais americanas.

A Rússia foi acusada pelo Partido Democrata de ter sido a responsável pelo vazamento do último fim de semana de e-mails internos do Comitê Nacional Democrata com a intenção de influenciar no resultado do pleito de novembro.

"Putin sabe o que faz", disse Trump, praticamente encorajando que a Rússia use a ciberespionagem contra os e-mails de Hillary.

Segundo fontes do governo americano consultadas pela imprensa, tudo indica que a Rússia está por trás do vazamento de mais de 19 mil e-mails da cúpula democrata para o Wikileaks. As mensagens mostram como os líderes do partido favoreceram Hillary na disputa interna com seu rival nas primárias, o senador Bernie Sanders.

"Vou ser honesto: se a Rússia ou a China tem esses e-mails, ficaria encantado em vê-los", afirmou Trump sobre as mensagens que sumiram do servidor privado de e-mail da ex-secretária de Estado.

O candidato republicano disse que se hackers russos são responsáveis pela invasão ao Comitê Nacional Democrata, o ataque ocorreu porque a Rússia "não nos respeita como país". No entanto, Trump garantiu que isso mudará caso ele for eleito.

"Esta deve ser a primeira vez que um candidato presidencial de um grande partido incentiva ativamente uma potência estrangeira a realizar espionagem contra seu oponente político", disse o assessor-chefe de política externa de Hillary, Jake Sullivan.

"Isso não é uma hipérbole, são só os fatos. Isso vai além de uma questão de curiosidade, é uma questão de política e chega a ser um problema de segurança nacional", completou Sullivan em nota.

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