Bruxelas se prepara para receber Trump sob fortes medidas de segurança

Bruxelas, 24 mai (EFE).- Acostumada com as cúpulas internacionais por funcionar como sede das instituições da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Bruxelas reforçará suas medidas de segurança excepcionalmente nesta quarta-feira e amanhã para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua delegação que o acompanha em seu giro pela Europa.

A tensão pela visita, a primeira viagem de Trump como chefe de Estado ao exterior, acabou aumentando por causa do atentado terrorista ocorrido na segunda-feira em Manchester, no Reino Unido, onde morreram 22 pessoas e 64 ficaram feridas.

O Centro de Crise do Ministério do Interior da Bélgica mobilizou mais de 4 mil policiais federais e locais, que terão o apoio de 100 agentes luxemburgueses e de uma equipe de holandeses para supervisionar o tráfego aéreo, que contará com águias treinadas para derrubar drones.

Dentro do caráter relativamente secreto das medidas de segurança em torno do presidente americano, espera-se que o "Air Force One" de Trump procedente de Roma aterrisse por volta das 16h locais (11h de Brasília) no aeroporto militar de Melsbroek, ao lado do aeroporto civil de Bruxelas.

Não está descartado que caças F-16 do exército belga escoltem o Boeing 747 presidencial, segundo a emissora de radiotelevisão belga "RTBF", que explicou que as autoridades americanas assumirão as torres de controle do aeroporto, no lugar dos controladores belgas.

O espaço aéreo da capital da Bélgica permanecerá fechado entre 15 e 30 minutos durante a aterrissagem, mas as autoridades asseguram que essa circunstância não atrapalhará as operações habituais do aeroporto, alvo de um atentado jihadista em março de 2016.

Já nas estradas dos arredores de Bruxelas certamente ocorrerão problemas de mobilidade, pois elas serão fechadas temporariamente para o tráfego para facilitar o deslocamento da delegação americana.

As interrupções no trânsito e nos serviços de transporte público serão habituais durante as 24 horas em que Trump estiver em Bruxelas, em uma visita que começará com um encontro no Palácio Real da Bélgica com os monarcas Philippe e Mathilde e, depois, terá uma reunião de trabalho com o premiê belga, Charles Michel.

As estações de metrô de Arts-Loi, Schuman, Trône, Louise e Porte de Namur permanecerão inacessíveis entre 14h30 locais de quarta-feira (9h30 de Brasília) e 16h30 locais de quinta-feira (11h30 de Brasília), enquanto que há uma manifestação convocada para as 17h locais (12h de Brasília) na Estação do Norte de Bruxelas em protesto contra a Otan e contra o presidente dos Estados Unidos.

Trump se hospedará esta noite na residência do embaixador dos EUA na Bélgica e, no dia seguinte, começará a jornada com um encontro com os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk, na sede dessa segunda instituição, no bairro "europeu" de Bruxelas.

Ao final da reunião, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, e a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, se juntarão ao encontro, antes do almoço privado de Trump com o novo presidente da França, Emmanuel Macron.

Os dois presidente se deslocarão depois para a sede da Otan nos arredores de Bruxelas, que também contará com fortes medidas de segurança, como ficou evidente com as recomendações à imprensa que cobrirá o evento, pois os profissionais deverão chegar antes das 12h (7h de Brasília) para acompanhar a cúpula que começará às 18h locais (13h de Brasília).

Em um ato com alto conteúdo simbólico para dar as boas-vindas ao novo presidente dos EUA na Otan, os líderes dos 28 Estados-membros se reunirão e depois participarão de um jantar de trabalho.

Entre outros, participarão da cúpula o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, cuja visita também traz preocupações de segurança, e as autoridades belgas acabaram proibindo uma concentração de apoio ao presidente turco convocada para esta tarde em frente ao hotel em que ele se hospedará em Bruxelas.

Ao término da cúpula da Otan, Donald e Melania Trump pegarão o avião rumo a Taormina, na Itália, onde o presidente americano participará da cúpula do G7 na sexta-feira e no sábado.

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