Abe se torna terceiro premiê mais duradouro do Japão desde o pós-guerra

Tóquio, 27 mai (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, somou neste sábado 1.980 dias à frente do Governo de Japão e igualou a marca de Junichiro Koizumi como terceiro líder com mais dias à frente do Executivo do país asiático desde o pós-guerra.

O número combina todos os mandatos de Abe, desde o primeiro que transcorreu entre 2006 e 2007 - terminou com a renúncia do líder por motivos de saúde - até seu segundo iniciado em dezembro de 2012 e a sua reeleição em 2014 após as eleições antecipadas.

Estava previsto que o politico conservador de 62 anos terminasse a sua presidência no Partido Liberal Democrata (PLD) em setembro de 2018, mas a legenda aprovou em março estender de dois para três os mandatos seguidos possíveis para um líder à frente do partido.

Isto permite que Abe concorra a um terceiro mandato seguido no PLD e a se apresentar à reeleição para governar o país até 2021.

Se for reeleito como presidente do PLD, apresentar-se a novas eleições, ganhar e se manter no cargo em novembro de 2019, Abe se tornaria o premiê com mais tempo no cargo na história de Japão, fato agora ostentado por Katsura Taro, que governou durante 2.886 dias no começo do século XX.

O premiê japonês mais duradouro desde o pós-guerra é Eisaku Sato (1964-1972) com 2.798 dias, seguido por Shigeru Yoshida (1946-1947, 1948-1948) com 2.616 dias. Junichiro Koizumi ostentava até agora o terceiro lugar após governar entre 2001 e 2006.

Ainda que a lei eleitoral japonesa não limite o número de mandatos do premiê, a liderança interna de cada partido é regida pelos seus próprios estatutos.

O ministro porta-voz do governo, Yoshihide Suga, uma das figuras chave do Gabinete de Abe, acredita que as administrações devem ser julgadas pelo que fazem e não pela sua duração.

"Esperamos fazer todo o possível e obter resultados através de uma busca cansativa da segurança nacional e da gestão de crise, enquanto continuamos priorizando a reativação econômica e acabamos com a deflação", disse Suga durante uma coletiva de imprensa realizada na véspera e publicada hoje pela agência japonesa "Kyodo".

Abe tinha centrado sua política na revitalização econômica do país com o objetivo de acabar com duas décadas de deflação através do seu pacote de reformas, conhecido como "Abenomics", mas recentemente enfatizou sua aspiração de reformar a Constituição pacifista aprovada após a Segunda Guerra Mundial.

Nos seus anos de governo Abe impulsionou uma reinterpretação da Carta Magna e uma polêmica reforma militar que dota de mais presença no exterior suas Forças de Auto Defesa (Exército).

No começo do mês, quando se completou o 70º aniversário da Constituição, ele disse que sua meta é a entrada em vigor do texto emendado em 2020 alegando "uma situação de segurança que está se agravando", em referência à Coreia do Norte e a pujança da China. EFE

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