Trump acusa Obama de inação em relação à Rússia por motivos partidários

Varsóvia, 6 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quinta-feira seu antecessor, Barack Obama, de ter sabido da interferência russa nas eleições americanas e não ter feito nada porque achava que a candidata do seu partido, Hillary Clinton, ia ganhar.

Trump fez estas declarações na coletiva de imprensa em Varsóvia junto com seu colega polonês, Andrzej Duda, na qual assegurou que acredita que efetivamente a Rússia "e outros" países e pessoas interferiram ou podem ter interferido no processo eleitoral de 2016 nos EUA.

Trump acrescentou que se Obama tivesse pensado que ele ia ganhar as eleições presidenciais de novembro do ano passado, teria agido.

"Obama foi avisado em agosto do ano passado pela CIA das atividades russas, teve tempo para tomar decisões sobre o assunto até as eleições, mas não fez nada", insistiu Trump.

Ao seu ver, não se trata de que seu antecessor não agiu porque estava cheio de dúvidas a respeito, mas porque decidiu por motivos partidários não fazer nada para favorecer Hillary.

Pela primeira vez, o presidente americano deu credibilidade à tese de que a Rússia tentou ativamente interferir no resultado das eleições presidenciais (a favor de Trump), após ter recebido relatórios dos seus serviços de espionagem.

"Acredito que foi a Rússia. E possivelmente novas pessoas e outros países. Ninguém sabe exatamente", disse Trump.

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