Trump diz que abandonar acordo com o Irã é uma "possibilidade muito real"

Washington, 16 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que há uma "possibilidade muito real" de o governo americano abandonar o acordo nuclear com o Irã, e que essa opção pode ser "mais provável" que se manter no pacto multilateral firmado em 2015.

"Estou muito convicto do que fiz, estou cansado que se aproveitem de nós como nação. Veremos o que acontece na fase 2, pode ser muito positiva ou muito negativa. Pode ser um cancelamento total, essa é uma possibilidade muito real. Alguns diriam que é mais provável. Veremos o que ocorre", disse o governante em declarações à imprensa durante uma reunião com o seu gabinete.

Trump declarou que "o tom dos líderes iranianos mudou muito" após o seu discurso da sexta-feira passada e que o "alegrou ver isso", embora ainda não saiba se "significa algo".

"São grandes negociadores (os iranianos). Negociaram um acordo fenomenal para eles mesmos, mas um acordo horrível para os Estados Unidos", acrescentou o republicano.

Conforme anunciou Trump na sexta-feira, por enquanto será mantida a participação americana no acordo nuclear, mas o país sairá do pacto a menos que seja modificado de forma unilateral - por parte do Congresso dos EUA - ou multilateral, em negociações junto aos outros seis países signatários.

Concretamente, o presidente quer corrigir os "débeis mecanismos de inspeção" contemplados no acordo; fazer frente ao programa "de mísseis balísticos" de Teerã e eliminar as "datas de validade" das restrições impostas sobre o programa nuclear iraniano, que em alguns casos expiram após 10 ou 25 anos.

Trump recomendou ao Congresso americano que aprove uma emenda que marque limites que, se forem ultrapassados, detonem imediatamente a suspensão das sanções ao programa nuclear iraniano em virtude do pacto assinado com França, Reino Unido, Alemanha, China, Rússia e Irã.

O governo de Trump também tentará chegar a um acordo paralelo com os países signatários do pacto que aborde as citadas datas de validade, o programa de mísseis balísticos e os mecanismos de inspeção das instalações nucleares iranianas.

As autoridades do Irã insistem que o acordo nuclear, concretizado após mais de uma década de negociações, não é renegociável e que o pacto será respeitado enquanto houver reciprocidade por parte dos demais signatários. O país também pediu o respaldo da Europa para frear a estratégia dos Estados Unidos.

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