Presidente do Peru assegura que Congresso não tem os votos para destitui-lo

Lima, 21 dez (EFE).- O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, declarou nesta quinta-feira que está otimista porque o Congresso "não tem os 87 votos" necessários para destitui-lo por "incapacidade moral permanente" por conta dos seus vínculos com a Odebrecht.

Em declarações em Lima à emissora colombiana "Blu Radio", o presidente peruano afirmou que contestou todas as críticas no curso de várias reuniões e apresentações sobre o contrato assinado pela sua empresa Westfield Capital com a construtora brasileira.

Kuczynski garantiu no domingo passado que não mentiu nem tentou ocultar as consultorias que a Westfield Capital fez para a Odebrecht e pelas quais a construtora pagou mais de US$ 782.000 entre 2004 e 2007, quando era ministro no governo do ex-presidente Alejandro Toledo.

"Acredito que estas críticas são completamente injustificadas no sentido de que uma vacância presidencial (destituição) não se faz com base em informação de 12 ou 15 anos atrás", argumentou.

"O que se está buscando é um pretexto para me destituir e concretizar um golpe de Estado", denunciou Kuczynski, minutos antes de comparecer ao Congresso onde exercerá sua defesa perante o pedido de destituição.

"O Congresso não vai me destituir. Não têm os 87 votos" requeridos para aprovar essa moção, insistiu.

Kuczynski reiterou que não recebeu dinheiro da Odebrecht: "Quando fui ministro me afastei da empresa e a pessoa que ficou encarregada prestou assessorias a entes privados nas quais o Estado não teve nada a ver".

"Eu era dono da empresa e anos depois recebi vários dividendos, mas não é dinheiro da Odebrecht, é dinheiro formal e declarado por um serviço, não por uma propina", completou.

O presidente apresentará hoje sua defesa perante o plenário do Congresso, que posteriormente debaterá e votará a moção de destituição.

Se for destituído e no caso de os vice-presidentes Martín Vizcarra e Mercedes Aráoz não aceitarem assumir a presidência, o titular do Congresso, o fujimorista Luis Galarreta, terá que convocar novas eleições gerais no prazo de um ano.

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