Guiné Equatorial diz ter evitado golpe de Estado contra Obiang

Paris/Nairóbi, 28 dez (EFE).- As autoridades de Guiné Equatorial anunciaram nesta quinta-feira que evitaram um golpe de Estado contra o presidente Teodoro Obiang supostamente comandado por um general e orquestrado pelo líder do único partido de oposição com representação parlamentar, Cidadãos pela Inovação (CI).

Fontes do governo disseram à Agência Efe em Paris que "o incitador do golpe" é o "número um" do partido opositor, Gabriel Nsé Obiang Obono, e que contou "com a cumplicidade da oposição no exílio", mais especificamente do partido Coalizão CORED, cujo líder histórico é Severo Moto.

As forças do regime detiveram "aproximadamente 50 pessoas", com as quais foram apreendidas armas, inclusive cinco lança-granadas, uma metralhadora e munição.

Segundo as fontes, um general - que não teve o nome divulgado - tentou "derrubar" o chefe do Estado com uma operação perto da cidade fronteiriça camaronesa de Kye-Ossi, mas fugiu após o fracasso da tentativa, embora o motorista tenha sido detido.

A suposta intenção dos rebeldes era chegar até a cidade de Mongomo, onde estava o presidente, que hoje se deslocou da parte continental de Guiné Equatorial até a capital Malabo.

De acordo com a versão oficial, o general havia recrutado chadianos, centro-africanos e outros estrangeiros para a tentativa de golpe. As fontes indicaram que Teodoro Obiang deve se reunir na sextaq-feira em Malabo com militares e integrantes do governo.

Em paralelo a esses fatos, o partido Cidadão pela Inovação denunciou a detenção de membros de sua formação e afirmou que o governo tem planos de "derramar sangue".

Em comunicado, o partido assegurou que uma fonte dos Serviços de Segurança do Estado alertou sobre "os planos do regime de derramar sangue dos membros do CI daqui até 15 de janeiro" e denunciou que o governo tem um plano para "a eliminação física" de Gabriel Nsé Obiang Obono.

O partido de oposição apontou que as detenções de seus membros são uma provocação para que a formação reaja de forma violenta e possa ser acusada diante da comunidade internacional.

As autoridades do país confirmaram à Agência Efe que dez componentes desse partido foram detidos nos últimos dias, mas atribuíram as detenções à suposta participação em distúrbios durante a campanha das eleições legislativas de novembro.

A oposição disse não saber o motivo para as detenções e apontou que o único movimento feito recentemente foi a apresentação de um recurso para impugnar os resultados das eleições legislativas.

Nas eleições legislativas de novembro, a oposição conseguiu apenas uma das cem cadeiras da Câmara dos Deputados. As 99 restantes foram para o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), de Obiang, que está no poder desde 1979.

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