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Internacional

Coreia do Norte afirma que não dialogaria com governo Trump "nem em 200 anos"

25/02/2018 00h12

Seul, 25 fev (EFE).- A Coreia do Norte reprovou os Estados Unidos neste domingo por suas críticas ao regime e à irmã do ditador norte-coreano Kim Jong-un, e afirmou que não dialogaria de forma direta com o governo de Donald Trump "nem em 100 ou 200 anos".

Pyongyang reagiu assim às palavras do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, sobre o regime por conta da sua visita ao Sul, em meio a conjeturas sobre uma possível tomada de contato entre as delegações americana e norte-coreana durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de PyeongChang.

"É imperdoável que Pence se atreva a difamar o inviolável governo da RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país), chamando-o de 'regime ditatorial'", afirmou um porta-voz de Pyongyang em uma declaração à agência estatal "KCNA".

O porta-voz também denunciou os "absurdos ataques" de Pence contra a missão norte-coreana enviada à abertura dos Jogos e contra a irmã e enviada especial do líder norte-coreano Kim Jong-un, Kim Yo-jong, que teve uma histórica reunião com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Na cerimônia de abertura dos Jogos houve uma tentativa fracassada de encontro entre o vice-presidente americano e Kim Yo-jong, cancelada na última hora por Pyongyang devido supostamente ao fato de que Pence insistiu sobre a linha dura contra o Norte durante sua visita e anunciou novas sanções unilaterais contra o regime.

Nesse sentido, Pyongyang afirmou que "em nenhum momento mendigará o diálogo" com o governo Trump, e ressaltou que "não quer contato algum com quem ataca de forma agressiva a dignidade do governo e a liderança suprema" do país.

"Nunca teremos conversas diretas com eles, nem sequer em 100 ou em 200 anos. Isto não é uma ameaça nem uma afirmação vã", concluiu a declaração do porta-voz norte-coreano.

O fechado regime fez esta declaração no mesmo dia em que acontecerá a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, na qual estarão presentes as comitivas enviadas por Pyongyang e Washington, lideradas respectivamente pelo general Kim Yong-chol e por Ivanka Trump, filha e assessora do presidente americano.

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