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Internacional

Coreia do Norte afirma que futuro de cúpula com Trump depende dos EUA

23/05/2018 22h15

Seul, 24 mai (EFE).- A Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira (data local) que o futuro da cúpula com os Estados Unidos "depende totalmente" de Washington, depois que ambos países ameaçaram adiar ou cancelar a histórica reunião prevista para o dia 12 de junho em Cingapura.

"Nós não suplicaremos aos EUA por diálogo e também não nos incomodaremos em persuadir-lhes se não querem se sentar conosco. Se os Estados Unidos se reunirão conosco em uma sala ou em um enfrentamento nuclear depende totalmente da sua decisão", afirmou hoje em um artigo a vice-chanceler norte-coreana, Choe San-hui.

O artigo, divulgado pela agência estatal norte-coreana "KCNA", é publicado em um momento de enorme nervosismo no qual o encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, parece estar em risco.

Na semana passada Pyongyang ameaçou cancelar a cúpula, a primeira da história entre os dois países, devido às pressões da Casa Branca para impor-lhe um modelo de desnuclearização "unilateral", enquanto Trump sugeriu na terça-feira passada um possível adiamento.

No artigo publicado hoje, a vice-chanceler assegura que, caso os EUA "ofendam nossa boa vontade e se aferrem a atos ilícitos e aberrantes", ela sugerirá ao líder supremo "que reconsidere a realização da cúpula".

Neste sentido, Choe mencionou diretamente as palavras do vice-presidente americano Mike Pence, que em recente entrevista voltou a mencionar o modelo líbio para a desnuclearização da Coreia do Norte.

"O vice-presidente Pence fez comentários desenfreados e insolentes de que a Coreia do Norte poderia acabar como a Líbia. (...) Não posso reprimir minha surpresa perante comentários tão ignorantes e estúpidos que brotam da boca do vice-presidente dos EUA", lamenta o texto.

Pyongyang suspendeu na semana passada seus contatos com Seul e mudou o tom cordial usado nos últimos meses com a Coreia do Sul e os EUA, e chegou a declarar que a cúpula estava em risco devido às pressões da Casa Branca para impor um modelo de desnuclearização "unilateral".

Neste clima, Trump admitiu na terça-feira que a data da cúpula com Kim poderia ser atrasada e que impôs "condições" à realização do histórico encontro.

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