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Uma em cada 7 pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo em junho morreu

Foto (não datada) de imigrantes a bordo do barco Aquarius, que naufragou no Mar Mediterrâneo - Kenny Karpov/AP
Foto (não datada) de imigrantes a bordo do barco Aquarius, que naufragou no Mar Mediterrâneo Imagem: Kenny Karpov/AP

06/07/2018 09h37

Genebra, 6 jul (EFE).- Uma em cada sete pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo no mês de junho morreu, enquanto na primeira metade do ano a média foi de uma em cada 19, e no mesmo período de 2017, uma em cada 38, informou nesta sexta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

O porta-voz do Acnur Charlie Yaxley disse em entrevista coletiva que, apesar de as chegadas à Europa através do Mediterrâneo terem diminuído este ano, a taxa de mortalidade aumentou.

Segundo o órgão, 45.700 requerentes de asilo e migrantes cruzaram o Mediterrâneo e chegaram em território europeu nos primeiros seis meses de 2018, "o que representa uma grande queda em relação aos anos anteriores".

No entanto, apesar desta redução, "homens, mulheres e crianças continuam morrendo no mar, em números proporcionalmente maiores".

Yaxley lembrou que desde o início de 2018 o número de mortos e desaparecidos no mar em viagem à Europa passou dos 1.000 pelo quinto ano consecutivo.

"A perda de vidas ilustra a urgente necessidade de reforçar as capacidades de busca e resgate na região", afirmou o porta-voz, que acrescentou que os trabalhos de salvamento realizados por organizações não-governamentais são "fundamentais e necessários", já que sua atividade representou 40% das operações com desembarque na Itália entre janeiro e abril deste ano.

Além disso, Yaxley lembrou que julho é o início da "alta temporada", por isso "o salvamento de vidas deve ser uma prioridade".

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