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Maioria dos russos não acredita que o homem tenha chegado à Lua, diz pesquisa

O astronauta Edwin "Buzz" Aldrin Jr com a bandeira dos Estados Unidos na lua - Nasa/AP
O astronauta Edwin 'Buzz' Aldrin Jr com a bandeira dos Estados Unidos na lua Imagem: Nasa/AP

Em Moscou

27/07/2018 07h59

Cerca de 57% dos russos acredita que o homem não chegou a pisar na Lua e que os Estados Unidos falsificaram dados para demonstrar o contrário, segundo revela uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (27).

"Mais da metade dos russos (57%) opinou que o homem não desembarcou na Lua e que em 1969 os EUA falsificaram os documentários sobre a expedição ao satélite", segundo pesquisa do centro de estudos VTsIOM.

Ao mesmo tempo, 24% dos participantes da pesquisa acreditam ser verdadeira a proeza de Neil Armstrong, Buzz Aldrin e outros astronautas americanos. Treze por cento dos entrevistados não souberam responder à pergunta.

A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas entre os dias 29 e 30 de maio, com uma margem de erro de 3,1%.

País quer ir à Lua até 2030

Em abril, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse estar em andamento o programa para enviar um cosmonauta à Lua até 2030, com a utilização de uma nova nave espacial chamada Federatsiya (Federação) e o foguete superpesado que será utilizado nos voos à Lua e cujo primeiro teste está previsto para dentro de dez anos.

O programa prevê, primeiramente, a participação no projeto de uma estação espacial internacional na órbita do satélite natural da Terra. Depois, alunissar e erguer módulos permanentes para investigar a superfície lunar.

Em setembro do ano passado, as agências espaciais de Rússia e EUA - Roscosmos e NASA - firmaram um acordo para criar uma estação na órbita da Lua, cujo primeiro módulo tem previsão de ser lançado ao espaço em 2022 com uma tripulação integrada por astronautas de vários países, assim como acontece na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Em um documentário exibido na televisão russa pouco antes das eleições presidenciais de março, Putin explicou que o novo programa lunar prevê alunissar nos polos do satélite natural. "Há fundamentos para pensar que lá pode haver água. Há coisas a fazer, e dali pode começar o estudo de outros planetas, do espaço distante", disse o presidente russo na época.

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