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Trump diz que EUA financiam exércitos de países muito ricos e critica Mattis

24/12/2018 15h55

Washington, 24 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou nesta segunda-feira que seu governo financia os exércitos de muitos países, que se aproveitam da liderança americana nos âmbitos comercial e geopolítico.

"Estamos subsidiando substancialmente os militares de muitos países muito ricos no mundo todo, enquanto esses mesmos países se aproveitam totalmente dos EUA e de nossos contribuintes no comércio", escreveu o presidente americano no Twitter.

Trump ainda utilizou a mensagem para criticar James Mattis, que apresentou recentemente sua carta de renúncia ao cargo de secretário de Defesa. Segundo o presidente, o general reformado não via problema na atitude dos aliados dos EUA.

"Eu sim vejo (como um problema) e ele está sendo solucionado", afirmou o presidente na rede social.

Mattis decidiu renunciar na semana passada depois de Trump ter anunciado que o Estado Islâmico (EI) foi derrotado na Síria e que por isso retiraria as tropas americanas do país.

Na carta de renúncia, Mattis fez uma firme defesa do sistema de alianças construído pelos EUA no mundo e afirmou que a Casa Branca deve tratar seus parceiros com "respeito", sendo firme e na hora de lidar com seus dois principais competidos, Rússia e China.

Depois de Mattis, o enviado especial dos EUA para a Coalizão contra o EI, Brett McGurk, deixou o governo como forma de protesto pela saída americana da Síria.

Também no Twitter, Trump atacou o ex-companheiro de governo e disse que ele foi responsável por "encher aviões com US$ 1,8 bilhão" para enviá-los ao Irã como parte do acordo nuclear firmado com o então presidente americano, Barack Obama.

"Para todos os simpatizantes de Brett McGurk que existem por aí, lembrem-se que ele foi designado por Obama para ser o responsável de carregar aviões com US$ 1,8 milhão com dinheiro para enviá-los ao Irã como parte do terrível acordo nuclear (agora terminado)", afirmou o líder republicano.

Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump defendeu uma diminuição da presença militar dos EUA no Oriente Médio. No entanto, quando chegou ao poder, foi convencido por Mattis e outros integrantes do governo a desistir das ideias isolacionistas e a manter as tropas na região. EFE

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