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Sánchez diz a Guaidó que eleições são saída idônea para Venezuela

24/01/2019 12h24

Davos (Suíça), 24 jan (EFE).- O presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, falou nesta quinta-feira com o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, a quem transferiu a mensagem de que eleições democráticas e transparentes são a saída "idônea e natural" para a crise no país sul-americano, informaram fontes do governo espanhol.

Sánchez, que está em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, manteve uma conversa telefônica de aproximadamente dez minutos com Guaidó na qual lhe perguntou sobre seus planos e transferiu o apoio da União Europeia (UE) à Assembleia Nacional (parlamento) venezuelana, cuja legitimidade considera "indiscutível", acrescentaram as fontes.

Guaidó, por sua vez, não foi explícito sobre se quer convocar eleições, mas deixou essa possibilidade no horizonte, segundo as fontes do governo espanhol.

O chefe do Poder Executivo na Espanha não expressou seu apoio explícito a Guaidó porque quer manter a unidade europeia e que a posição da UE seja definida em um Conselho de Relações Exteriores que deve se reunir o mais rápido possível, segundo as fontes, que reiteraram que são claros os "fatos" nos quais a Espanha demonstra sua posição.

As fontes lembraram que o governo espanhol apoiou as sanções individuais da UE e a condenação promovida pela Colômbia no Comitê de Direitos Humanos contra o governo de Nicolás Maduro, assim como não enviou ninguém à sua posse, nem reconheceu a legitimidade das últimas eleições.

Na conversa, Sánchez transmitiu a Guaidó sua empatia pela "coragem" mostrada e por sua vontade de "representar e incorporar" a Assembleia Nacional que preside e que reflete "uma escolha de todos os venezuelanos".

Sánchez também explicou a Guaidó o esforço que a UE fez ontem com o comunicado conjunto em cuja confecção a Espanha teve, segundo fontes governamentais, um papel importante.

No comunicado, a UE e a Espanha deixaram claro que "a legitimidade da Assembleia é indiscutível".

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela opinou no último dia 21 que a Assembleia, controlada pela oposição, é "inconstitucional" e não reconheceu Guaidó como seu presidente.

Para o governo espanhol, a melhor solução para a crise venezuelana é a realização de eleições, insistiram as fontes governamentais, que defenderam o fato de Sánchez não ter se posicionado de forma explícita apoiando Guaidó, como fizeram outros líderes mundiais, com a justificativa de que ele quer manter a unidade de ação da UE, o que faz com que os prazos de qualquer decisão sejam "mais tardios".

Segundo as fontes do governo espanhol, Sánchez quer que a decisão seja tomada pelo conjunto da UE porque assim ela terá muito mais peso.

A Espanha, acrescentaram as fontes, não freia nem empurra a Europa na decisão que deve tomar e, embora seu papel em qualquer assunto latino-americano seja relevante, mantém o objetivo de estabelecer uma resposta unificada da UE. EFE

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