PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Secretário da Flórida renuncia após divulgação de fotos com "blackface"

Em Miami

25/01/2019 00h39

O secretário de Estado da Flórida, Michael Ertel, renunciou nesta quinta-feira (24), de forma repentina, após um jornal ter divulgado fotos suas onde aparece com o rosto pintado de negro (blackface), algo que nos Estados Unidos é considerado ofensivo para a comunidade negra.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, lamentou a renúncia de Ertel, veterano do Exército, considerando que ele havia feito um bom trabalho, mas disse que seu governo quer evitar polêmicas.

"Não quero me envolver em controvérsias secundárias", disse o republicano, que durante sua campanha foi questionado por apresentar um anúncio de televisão onde um dos seus filhos ajudava a construir um muro com presentes.

Ertel, de 49 anos, ocupou o cargo por 16 dias depois de ter sido nomeado pelo governador, que tomou posse no dia 8 deste mês, substituindo o também republicano Rick Scott.

As fotos mostram Ertel disfarçado como uma mulher negra, vestindo uma camisa roxa com as palavras "vítima de Katrina", furacão ocorrido em 2005 que deixou mais de 1,8 mil mortos, especialmente na cidade de Nova Orleans.

A prática de pintar o rosto de negro, embora tenha começado como algo teatral, de homens brancos para representar negros, é agora considerada altamente ofensiva e desrespeitosa no país.

O Tallahassee Democrat, jornal que publicou as imagens e as enviou ao Governo da Flórida, afirmou que Ertel não quis comentar sobre o tema.

O jornal afirmou que as fotografias foram tiradas cerca de dois meses depois da passagem do ciclone pelo sudeste dos Estados Unidos.

O secretário, que antes trabalhou como chefe das eleições do condado de Seminole, enviou hoje sua renúncia ao governador DeSantis de "forma imediata".

"Foi uma honra servir a você e aos eleitores da Flórida", escreveu.

Como secretário de Estado, Ertel recomendou a suspensão da supervisora de eleições do condado de Palm Beach, Susan Bucher, por conta da polêmica causada pelos atrasos na contagem de votos após as eleições de novembro do ano passado.

Internacional