PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Secretário-geral da ONU lamenta mortes na fronteira da Venezuela

O secretário-geral da ONU Antonio Guterres - Janek Skarzynski/AFP
O secretário-geral da ONU Antonio Guterres Imagem: Janek Skarzynski/AFP

Nações Unidas

24/02/2019 15h00

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, se disse "comovido" hoje pelas mortes registradas ontem na Venezuela e pediu que a força letal não seja utilizada "em nenhuma circunstância".

"O secretário-geral pede que se evite a violência a todo custo e que não se utilize força letal em nenhuma circunstância", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em um breve comunicado.

Segundo Dujarric, o diplomata português "está acompanhando com crescente preocupação a escalada de tensão na Venezuela" e "ficou comovido e triste com a morte de civis no contexto dos eventos de ontem".

"O secretário-geral apela à calma e pede a todos os atores que reduzam as tensões e façam o possível para evitar uma escalada maior", acrescentou o porta-voz.

As Nações Unidas reagiram assim ao dia violento vivido ontem na Venezuela, com enfrentamentos entre opositores e forças governamentais nas fronteiras com Colômbia e Brasil, que deixaram vários mortos e dezenas de feridos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, impediu a entrada no país da ajuda humanitária solicitada pelo presidente da Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país e foi reconhecido por cerca de 50 nações, entre elas Brasil, Colômbia e Estados Unidos.

Nas linhas divisórias com o Brasil e a Colômbia a polícia da Venezuela impediu que grupos de venezuelanos realizassem um cordão humanitário com objeto de facilitar a entrada da ajuda internacional carregada por caminhões.

Na fronteira com a Colômbia calcula-se que houve mais de 200 feridos, enquanto a oposição venezuelana fala de 14 mortos e mais de 20 feridos por disparos de arma de fogo no estado de Bolívar, na divisa com o Brasil.

Desde o início da crise, Guterres defendeu o diálogo político como a única opção possível para a Venezuela e ofereceu seus "bons ofícios" para mediar entre o governo e a oposição se solicitado. 

Internacional