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Internacional

Brasil condena violência na fronteira e pede que países reconheçam Guaidó

Do UOL, em São Paulo

24/02/2019 03h51

Resumo da notícia

  • Três pessoas morreram em confrontos na fronteira da Venezuela com o Brasil
  • Brasil condena atos de violências e chama de “regime ilegítimo” governo de Maduro
  • Caminhão com ajuda humanitária é queimado na fronteira entre Venezuela e Colômbia
  • Guaidó diz que militares não devem lealdade a quem queima comida
  • Maduro diz que “está governando” e “mais forte do que nunca”

O governo brasileiro condenou, em nota divulgada nesta madrugada, os atos de violência ocorridos ontem nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e a Colômbia, atribuídos ao que chamou de "regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro".

"O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro", disse o comunicado. "Trata-se de um brutal atentado aos direitos humanos, que nenhum princípio do direito internacional remotamente justifica e diante do qual nenhuma nação pode calar-se."

O país, por meio da nota do Itamaraty, também apela aos países que ainda não reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente encarregado a "somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo que cesse a violência das forças do regime contra sua própria população".

Ontem, o regime de Maduro impediu a entrada de toneladas de alimentos, remédios e itens de primeira necessidade vindos dos Estados Unidos pelas fronteiras de Brasil e Colômbia. Houve confrontos no momento em que os caminhões tentaram romper os bloqueios militares, que resultaram em 285 pessoas feridas, sendo 255 venezuelanos e 30 colombianos.

Três pessoas morreram no hospital da cidade fronteiriça de Santa Elena, segundo funcionários de saúde venezuelanos, e outros quatro foram baleados ao tentarem cruzar a fronteira, sendo encaminhados ao lado brasileiro, em Boa Vista.

O governo de Maduro negou que tenha sido ação da Guarda Nacional Bolivariana o incêndio dos caminhões que continham a ajuda humanitária. Guaidó disse que os ataques foram de "grupo armados irregulares" e "que se dizem policiais".

No fim da noite, a Colômbia anunciou o fechamento por dois dias (hoje e amanhã) de todas as passagens fronteiriças com a Venezuela no departamento de Norte de Santander para avaliar os danos causados durante o envio de ajuda humanitária.

Amanhã, Guaidó participa de uma reunião do chamado Grupo de Lima, que é crítico a Maduro. Também estarão presentes vários chanceleres, entre eles, o brasileiro Ernesto Araújo, e Mike Pence, vice-presidente dos EUA.

Perguntas e respostas para entender a crise nas fronteiras da Venezuela

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