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Rainha aprova suspensão do Parlamento a pedido de Boris Johnson

24.jul.2019 - Rainha Elizabeth 2ª recebe o novo primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson no Palácio de Buckingham  - Victoria Jones/Pool via Reuters
24.jul.2019 - Rainha Elizabeth 2ª recebe o novo primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson no Palácio de Buckingham Imagem: Victoria Jones/Pool via Reuters

Em Londres

28/08/2019 12h14

A rainha Elizabeth 2ª aprovou formalmente hoje o pedido do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de suspender o período de sessões do Parlamento a partir da segunda semana de setembro.

O Conselho Privado da monarca informou em comunicado que as câmaras ficarão suspensas "não antes de segunda-feira, 9 de setembro, e no máximo na quinta-feira, 12 de setembro", até 14 de outubro.

Os planos de Johnson, anunciados há pouco mais de dois meses para a data do Brexit, 31 de outubro, geraram um profundo mal-estar na política britânica. A suspensão antecipada das sessões limitará o tempo que os deputados terão para tentarem impedir uma saída sem acordo da União Europeia (UE).

Apesar da polêmica, a monarca, de 93 anos, deu sinal verde para um mecanismo que é habitual no Reino Unido após a formação de um novo governo.

Mesmo assim, Johnson programou uma suspensão parlamentar de cinco semanas, a mais longa desde 1945, o que aumentou a percepção entre a oposição de que o primeiro-ministro pretende evitar os trabalhos da Câmara dos Comuns.

O chefe de governo, que assumiu o cargo no final de julho, disse que está disposto a romper os laços com a UE na data limite de 31 de outubro mesmo que não consiga negociar uma saída pactuada até lá.

O Parlamento britânico reabrirá três dias antes da reunião do Conselho Europeu de 17 de outubro, quando Johnson acredita que pode formalizar um novo acordo com os demais países do bloco. Entre esse momento e 31 de outubro, a Câmara dos Comuns ainda teria tempo para debater e votar um eventual novo acordo.

A nova agenda parlamentar pressiona ainda mais a oposição trabalhista para apresentar uma moção de censura contra Johnson, ou para apresentar iniciativas para bloquear a possibilidade de um Brexit sem acordo, durante a primeira semana de setembro, quando o Parlamento estará ativo.

Líder da oposição e do Partido Trabalhista, Corbyn enviou uma carta a Elizabeth II para expressar preocupação em relação aos planos de Johnson e pediu à monarca uma reunião privada para abordar o assunto, o que também foi feito pela líder do Partido Liberal Democrata, Jo Swinson.

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