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Líderes da União Europeia decidem prorrogar sanções à Rússia por 6 meses

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, chanceler da Alemanha, Angela Merkel, presidente da França, Emmanul Macron, e presidente russo, Vladimir Putin, durante entrevista coletiva em Paris - Charles Platiau
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, chanceler da Alemanha, Angela Merkel, presidente da França, Emmanul Macron, e presidente russo, Vladimir Putin, durante entrevista coletiva em Paris Imagem: Charles Platiau

12/12/2019 20h03

Bruxelas, 12 dez (EFE) — Os líderes da União Europeia (UE) chegaram a um acordo nesta quinta-feira para estender por seis meses as sanções econômicas impostas à Rússia por seu papel na crise separatista no Leste da Ucrânia e por não ter aplicado plenamente o acordo de paz de Minsk.

Os líderes, reunidos em Bruxelas, ouviram da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente da França, Emmanuel Macron, o estado da implementação do acerto na região como participantes no chamado grupo da Normandia, juntamente com Kiev e Moscou.

Os líderes de França e Alemanha se reuniram nesta semana em Paris para um encontro com os presidentes da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Vladimir Zelenski, respectivamente, que se comprometeram a trabalhar para que o cessar-fogo no Leste da Ucrânia pudesse ser plenamente respeitado e todos os prisioneiros trocados antes do final do ano.

Por enquanto, porém, o acordo de Minsk ainda não foi aplicado plenamente. Por essa razão, os dirigentes apoiaram a prorrogação das punições — que, a princípio, expirariam em 31 de Janeiro — até a data-limite para o Conselho da União Europeia formalizar o acordo político hoje adotado e publicar os atos jurídicos necessários para a renovação das medidas restritivas.

As sanções foram introduzidas pela UE em 31 de julho de 2014, inicialmente por um período de um ano, em resposta às medidas tomadas pela Rússia na Ucrânia. Os castigos foram reforçados em setembro desse ano e desde então vem sendo estendidas periodicamente.

As punições se centram nas finanças, na energia e na defesa. Em especial, as medidas restritivas limitam o acesso de certos bancos e empresas russos aos mercados de capitais primários e secundários do bloco.

Além disso, impõem uma proibição de exportação e importação de armas e proíbem a exportação de bens de dupla utilização, quer sejam para uso militar, quer sejam para utilizadores finais militares na Rússia. Também passou a ser restrito o acesso de Moscou a determinadas tecnologias e serviços sensíveis que podem ser utilizados para a exploração e produção de petróleo.

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