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Rússia condena à prisão perpétua mentor de ataque no metro de São Petersburgo

3.abr.2017 - Veículos e equipes de emergência se aglomeram nas proximidades da estação de metrô Sennaya Ploshchad, em São Petersburgo, na Rússia, após explosões deixarem mortos e feridos. Segundo o governo de São Petersburgo, 17 ambulâncias foram enviadas à cena - Anton Vaganov/Reuters
3.abr.2017 - Veículos e equipes de emergência se aglomeram nas proximidades da estação de metrô Sennaya Ploshchad, em São Petersburgo, na Rússia, após explosões deixarem mortos e feridos. Segundo o governo de São Petersburgo, 17 ambulâncias foram enviadas à cena Imagem: Anton Vaganov/Reuters

10/12/2019 10h55

O Tribunal Militar de Moscou condenou à prisão perpétua, hoje, Abror Azimov, considerado o mentor do atentado suicida no metrô de São Petersburgo, em abril de 2017, no qual 16 pessoas morreram. Outros dez réus foram condenados a penas entre 19 e 28 anos de prisão, informou a agência "TASS".

Akram Azimov, irmão do autor intelectual do ataque, foi condenado a 28 anos de prisão.

Os 11 foram acusados de participar de uma organização terrorista, realizar ataque terrorista, apoiar atividades terroristas, produzir e vender artefatos explosivos.

Os condenados também devem pagar multas entre 500 mil e 800 mil rublos (entre R$ 35,4 mil e R$ 52 mil).

O advogado de defesa de vários réus, Marat Saguitov, disse à agência "Interfax" que não concordava com a sentença.

"Eu defendo (Seiful) Jakimov, (Bahram) Ergashev, (Azamjon) Majmudov e (Majamadyusuf) Mirzaalimov. Considero a sentença injusta e vamos recorrer", afirmou.

Jakimov e Ergashev foram condenados a 19 anos de prisão, e Majmudov e Mirzaalimov a 20 anos.

Em 3 de abril de 2017, o homem-bomba Akbarzhon Dzhalilov, do Quirguistão, levava com ele dois dispositivos explosivos para o metrô de São Petersburgo.

Ele deixou uma bomba em uma plataforma única, embora o explosivo tenha sido rapidamente encontrado, desativado e apreendido.

No entanto, ele conseguiu detonar uma segunda bomba em um carro entre duas estações, com 16 pessoas morrendo, incluindo o terrorista, e ferindo outras 67.

Além disso, o ataque também causou prejuízos econômicos no valor de 1,4 milhão de euros à empresa estatal que administra o metrô da cidade.

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