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Oposição do governo de Belarus denuncia sequestro de outro de seus líderes

Até hoje, seis membros do Conselho de Coordenação (CC) para a transferência pacífica do poder em Belarus estão detidos ou fora do país - Sergei Gapon/AFP
Até hoje, seis membros do Conselho de Coordenação (CC) para a transferência pacífica do poder em Belarus estão detidos ou fora do país Imagem: Sergei Gapon/AFP

Da EFE, em Moscou (Rússia)

09/09/2020 14h09

A oposição de Belarus denunciou hoje o sequestro, por pessoas encapuzadas, do jurista Maxim Znak, membro do Conselho de Coordenação (CC) para a transferência pacífica do poder no país.

De acordo com a campanha do ex-banqueiro preso Viktar Babaryka, que pretendia disputar a presidência com Alexander Lukashenko nas últimas eleições, Znak foi capturado pela manhã em seu gabinete e levado para um local desconhecido.

O Ministério do Interior de Belarus afirmou que, por enquanto, não há informações sobre a situação de Znak.

Até hoje, dos sete membros do CC, apenas a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, Svetlana Alexievich, foi libertada; os outros seis estão detidos ou fora do país.

"Exijo a libertação imediata de Maxim Znak, que foi preso ou, melhor, sequestrado hoje. Os métodos usados pelas chamadas autoridades são ultrajantes", escreveu em seu canal no Telegram a líder da oposição, Svetlana Tijanovskaya, que está no exílio. Ela também exigiu a libertação de Sergei Dydlevski e Maria Kolesnikova, ambos do CC.

O caso Kolesnikova, a figura mais carismática da oposição, foi o mais notório de todos. A opositora, segundo seus colegas, foi sequestrada na última segunda-feira em Minsk e levada na madrugada de ontem à fronteira com a Ucrânia para ser expulsa do país, mas rasgou seu passaporte para que o país vizinho não pudesse recebê-la.

"Não há dúvida de que (o presidente Alexander) Lukashenko tem medo de negociar e tenta assim paralisar o trabalho do Conselho Coordenador e intimidar seus membros", escreveu Tijanovskaya, que se considera a vencedora das eleições presidenciais.

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