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Turquia condenará à prisão infectados com Covid-19 que mintam sobre contatos

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan - Adem Altan/AFP
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan Imagem: Adem Altan/AFP

24/09/2020 18h07

O governo da Turquia anunciou nesta quinta-feira que as pessoas que testarem positivo para Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e mentirem sobre com quem tiveram contato serão condenadas a até dois anos de prisão.

O Ministério do Interior comunicou oficialmente que se, durante o rastreio dos contatos, as autoridades descobrirem que uma pessoa diagnosticada com o vírus forneceu informação "incompleta, falsa ou contrária à verdade", será aberto um processo baseado no artigo 206 do Código Penal do país.

Este artigo determina penas de três meses a dois anos de reclusão ou multa para quem comete falso testemunho perante funcionários públicos autorizados a expedir documentos oficiais.

O governo turco também lembrou a importância do trabalho das equipes de acompanhamento, que visitam todas as pessoas diagnosticadas com Covid-19 para saber com quem estão mantendo contato.

A Turquia atribui a essa medida parte do desempenho no combate à pandemia causada pelo SARS-CoV-2, que até agora matou cerca de 7.700 pessoas no país, que possui 80 milhões de habitantes.

Após um pico de 120 mortes diárias em abril, o número de óbitos por Covid-19 caiu para menos de 20 nos últimos meses, mas em agosto voltou a subir para 60, e na última quarta-feira foi registrado um novo pico de 72 mortes.

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