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Argentina prorrogará restrições sanitárias em meio à 2ª onda da covid-19

Mulher caminha em uma Plaza de Mayo vazia durante quarentena em Buenos Aires, na Argentina, por conta do coronavírus - Mariano Gabriel Sanchez/Anadolu Agency via Getty Images
Mulher caminha em uma Plaza de Mayo vazia durante quarentena em Buenos Aires, na Argentina, por conta do coronavírus Imagem: Mariano Gabriel Sanchez/Anadolu Agency via Getty Images

11/06/2021 19h12

O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira que prorrogará até o dia 25 de junho as restrições sanitárias que expiram nesta meia-noite, de modo a continuar com um firme combate à segunda onda da covid-19.

"Continuaremos prorrogando a decisão que já tomamos", declarou o presidente argentino, Alberto Fernández, em ato.

Após visitar as obras de construção do Centro Argentino de Protonterapia (CeArP) em Buenos Aires, Fernández disse esperar que o Parlamento aprove logo o projeto de lei que estabelece a adoção de diversas medidas sanitárias com base em critérios epidemiológicos e na situação de cada distrito do país.

No mesmo ato, a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, detalhou que as medidas vigentes até esta meia-noite serão prorrogadas até 25 de junho.

Desde abril, a Argentina registra um vertiginoso aumento de casos de covid-19, com uma crescente taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

Neste cenário, o governo argentino anunciou, em maio, um endurecimento das restrições em quase todo o país. A expectativa é que autoridades divulguem nas próximas horas mais detalhes sobre o alcance das medidas.

A Argentina já contabilizou 4.066.156 de casos de covid-19 e 83.941 mortes por complicações decorrentes da doença desde o início da pandemia.

O recorde diário de casos foi estabelecido em 27 de maio, quando foram reportados 41.080 contágios, enquanto o maior número de mortes ocorreu em 18 de maio, 745 óbitos. O chefe de Estado afirmou que a pandemia "está longe de terminar".

Vacinação avança

Fernández pediu que a população "não cruze os braços nem deixe de se cuidar" e insistiu para que todos sejam vacinados.

"Já chegaram 18 milhões de doses e, em breve, chegarão mais. Estamos entre os 15 primeiros países que mais vacinaram suas populações com ao menos uma dose", enfatizou o governante.

De acordo com os dados oficiais divulgados nesta sexta-feira, a Argentina, com uma população de 45 milhões de habitantes, já aplicou 15,7 milhões de doses. Ao todo, 12,5 milhões de pessoas receberam a primeira dose, enquanto 3,1 milhões também já foram vacinadas com a segunda.

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