PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Conteúdo publicado há
7 meses

Alemães têm mais medo de Trump do que do coronavírus, mostra pesquisa

Pandemia ocupa apenas o 17º lugar na pesquisa, realizada com cerca de 2,4 mil pessoas - Thomas Kienzle/AFP
Pandemia ocupa apenas o 17º lugar na pesquisa, realizada com cerca de 2,4 mil pessoas Imagem: Thomas Kienzle/AFP

Madeline Chambers

Da Reuters, em Berlim (Alemanha)

10/09/2020 14h16

Os alemães têm mais medo das políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do que do coronavírus, que devastou a maior economia da Europa, revelou hoje uma pesquisa anual sobre as atitudes alemãs.

O temor de que as políticas de Trump tornem o mundo um lugar mais perigoso ofuscou as preocupações econômicas, com 53% dos entrevistados colocando-o no topo da lista, de acordo com a pesquisa realizada entre junho e julho para o R+V Insurance Group.

O aumento do custo de vida, a situação econômica e o custo da dívida da União Europeia para os contribuintes vêm em segundo, terceiro e quarto lugar para os alemães, tradicionalmente cautelosos.

O coronavírus ocupou o 17º lugar e apenas cerca de um terço dos entrevistados disse estar preocupado com o fato de eles ou alguém que conheciam se contaminar pela covid-19.

A Alemanha manteve o número de casos e mortes por covid-19 relativamente baixo em comparação com alguns de seus vizinhos europeus, mas as novas infecções estão aumentando novamente.

A pesquisa não deu detalhes sobre quais aspectos das políticas de Trump preocupavam os alemães, mas o R+V citou o cientista político Manfred Schmidt, da Ruprecht-Karls-University em Heidelberg, culpando sua política externa.

"Particularmente notáveis são os conflitos de guerra comercial com a China e os ataques de política comercial e de segurança contra aliados, incluindo a Alemanha. Além disso, há a retirada dos Estados Unidos da cooperação internacional e o confronto com o Irã", disse Schmidt, que assessora o R+V em sua pesquisa anual.

Cerca de 2,4 mil pessoas foram questionadas para a pesquisa "Medos dos alemães", realizada desde 1992.

Coronavírus