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1 mês

'Não encha o saco' de quem usa cloroquina e ivermectina, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro defende o uso de cloroquina contra covid-19 desde o início da pandemia - Frederico Brasil/Futura Press/Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro defende o uso de cloroquina contra covid-19 desde o início da pandemia Imagem: Frederico Brasil/Futura Press/Estadão Conteúdo

07/05/2021 10h28

Em publicação no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o uso de medicamentos sem comprovação científica para tratar a covid-19 e disse aos contrários a esse uso: "não encha o saco".

A publicação foi uma resposta à CPI da Covid no Senado, em que, na quinta-feira, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi duramente questionado sobre sua posição a respeito do uso de cloroquina e ivermectina no tratamento da covid-19, mas se esquivou de dar uma resposta clara.

"Resposta aos inquisidores da CPI sobre o tratamento precoce", escreveu o presidente no início de sua publicação, citando em seguida que alguns médicos receitam a cloroquina - indicada para malária e algumas doenças autoimunes, mas não para Covid-19 - e outros receitam ivermectina - um antiparasitário também sem indicação para a doença causada pelo coronavírus.

- Resposta aos inquisidores da CPI sobre o tratamento precoce: 1- Uns médicos receitam Cloroquina; 2- Outros a...

Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Sexta-feira, 7 de maio de 2021

Um terceiro grupo, disse o presidente, segue o que ele chama de seguidores do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, "manda o infectado ir para casa e só procurar um hospital quando sentir falta de ar (para ser intubado)".

"Portanto, você é livre para escolher, com o seu médico, qual a melhor maneira de se tratar", escreveu. "Escolha e, por favor, não encha o saco de quem optou por uma linha diferente da sua, tá ok?"

Em sua live na noite de quinta-feira, Bolsonaro voltou a recomendar a ivermectina como "cura" para a Covid-19, algo que a expressiva maioria dos médicos e cientistas dizem não ter qualquer comprovação de eficácia.

Bolsonaro disse ter tido novamente sintomas da doença e ter tomado o remédio, o que o teria curado. Nas últimas semanas, o presidente manteve sua agenda normal, inclusive com viagens e visitas à periferia, em que provocou constantes aglomerações e, na maioria das vezes, sem usar máscara. Também não há informações de que tenha ido fazer novamente um teste para detectar a Covid-19.

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