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Imprensa francesa avalia Macron fortalecido com "ativismo diplomático"

Emmanuel Macron, presidente da França - Ludovic Marin/Reuters
Emmanuel Macron, presidente da França Imagem: Ludovic Marin/Reuters

27/08/2019 10h06

Para os jornais franceses desta terça-feira (27), não há dúvidas: o presidente Emmanuel Macron saiu fortalecido da reunião de cúpula do G7, encerrada ontem em Biarritz (sudoeste). "Vamos reconhecer que o show de Macron funcionou", afirma o jornal de esquerda Libération.

"O grande ceticismo que reinava sobre o encontro dos sete países industrializados foi superado pelo ativismo diplomático de Macron, sua onipresença, seu senso de comunicação teatral e um discurso pontuado de argumentos inesgotáveis", afirma Libération. Macron obteve avanços em relação à crise iraniana, à Amazônia, às negociações comerciais e à tributação internacional. A imprensa nota que, apesar das incertezas em relação às próximas etapas, a França marcou um ponto diplomático importante na cúpula.

Les Echos, o maior diário econômico do país, sublinha a "distensão cordial" nas relações entre Macron e o americano Donald Trump, em três assuntos espinhosos: o acordo nuclear iraniano, a guerra comercial com a China e o imposto francês sobre gigantes digitais, especialmente as americanas do acrônimo Gafa (Google, Apple, Facebook e Amazon).

"As iniciativas e o voluntarismo do chefe de Estado francês levaram Trump a flexibilizar suas posições", destaca o conservador Le Figaro em sua manchete.

Especial "florestas"

Libération chegou às bancas com uma edição especial sobre florestas. O tema também recebe uma longa reportagem no Le Figaro. As queimadas aceleram o desmatamento em várias regiões do mundo, inclusive no círculo polar ártico, como mostram as duas publicações.

Os jornais também citam a grosseria feita à primeira-dama francesa, Brigitte Macron, que teve sua idade comparada à da primeira-dama brasileira, Michelle Bolsonaro. A francesa é 25 anos mais velha que o marido, enquanto Michelle é 27 anos mais jovem que Bolsonaro. A imprensa estima que Macron agiu com distinção ao apontar o comportamento e Bolsonaro, "que utiliza uma linguagem inapropriada para um chefe de Estado".

Le Parisien relata que a primeira-dama francesa ficou emocionada com as mensagens de solidariedade que recebeu de brasileiros pelo Twitter, com as hashtags #desculpabrigitte e também em francês #pardonbrigitte. Em várias mensagens, brasileiros falaram em vergonha que sentem diariamente de ter o Brasil governado por Bolsonaro. "Ele não me representa", destacam alguns internautas nas redes sociais.

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