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Coronavírus: governo americano pede que cidadãos evitem viagens à China

22.jan.2020 - Em Los Angeles, passageiros usam máscaras protetoras para evitar a contaminação por coronavírus - Mark Ralston/AFP
22.jan.2020 - Em Los Angeles, passageiros usam máscaras protetoras para evitar a contaminação por coronavírus Imagem: Mark Ralston/AFP

27/01/2020 18h43

Nesta segunda-feira (27), o departamento de Estado americano recomendou aos cidadãos americanos que cancelassem viagens à província chinesa de Hubei, onde fica Wuhan, e evitassem de ir à China de um modo geral, onde 82 pessoas já morreram.

O departamento de Estado americano determinou no domingo (26) a evacuação de seus funcionários do consulado em Wuhan, reduto da epidemia, que começou em dezembro. O governo declarou que tinha uma "capacidade limitada" para dar atendimento de urgência aos seus funcionários na China.

Nos Estados Unidos, todos os passageiros que chegam de Wuhan são submetidos aos controles em cinco aeroportos americanos, mas os voos foram suspensos na cidade chinesa. Isso significa que os passageiros de Wuhan chegam depois de terem feito escala em outra cidade, o que dificulta o rastreamento.

Os Estados Unidos devem mudar em breve as regras de inspeção e detecção do vírus no país. Por enquanto, elas estão limitadas apenas a viajantes que estiveram em Wuhan, o epicentro da epidemia. O presidente americano, Donald Trump, ofereceu "toda a ajuda necessária" ao governo chinês. "Estamos em estreita comunicação com a China sobre o vírus", tuitou Trump.

Genoma é sequenciado

Representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, também anunciaram nesta segunda-feira ter realizado o sequenciamento do genoma de dois dos primeiros casos de coronavírus chinês nos Estados Unidos, chamado 2019-nCoV. O vírus era o mesmo que o microorganismo detectado na China.

"Todas as imagens que extraímos são semelhantes às que a China publicou originalmente há algumas semanas", disse Nancy Messonnier, diretora do departamento de doenças respiratórias do CDC, durante uma teleconferência. "Isso significa que, de acordo com a análise dos dados disponíveis no CDC, parece que o vírus não sofreu mutação", acrescentou.

O governo chinês prolongou o recesso do Ano Novo chinês na tentativa de controlar a propagação da doença, que já se espalhou para cerca de 15 países do mundo, incluindo a França, onde três casos foram confirmados. A cidade está isolada do mundo desde quinta-feira (24). A maioria das lojas está fechada e o tráfego é proibido para veículos não essenciais.

A OMS corrigiu nesta segunda-feira sua avaliação do risco do coronavírus que surgiu na China, considerando elevado para o nível internacional, depois de tê-lo descrito como moderado por "erro de formulação."

Bolsas em queda

A crise gerada pela epidemia já atinge a economia chinesa, ou mesmo mundial, levando a uma queda de mais de 2% nas bolsas de valores do Japão e da Europa. Nova York também estava em forte declínio. A Bolsa de Xangai, fechada devido a feriados, decidiu estender seu fechamento por três dias, até 2 de fevereiro, segundo a imprensa.

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