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Greve de funcionários públicos em Portugal afeta hospitais e escolas do país

Greve de funcionários públicos em Portugal - PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Greve de funcionários públicos em Portugal Imagem: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

31/01/2020 16h43

Os funcionários públicos portugueses organizaram hoje uma greve para reivindicar melhores salários. O movimento contou com uma forte adesão do pessoal dos serviços de saúde, afetando particularmente os hospitais do país. Muitas escolas também foram fechadas.

Apesar da chuva e do frio, pelo menos 6 mil manifestantes participaram de uma passeata no centro de Lisboa. O cortejo passou ao lado da residência oficial do primeiro-ministro, António Costa.

Além da manifestação nas ruas, a mobilização se sentiu principalmente nos serviços públicos. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra funcionou parcialmente durante o dia. A situação foi a mesma no Hospital São João, no Porto, o maior do norte do país, e em algumas unidades de Algarve. Várias escolas também ficaram fechadas e até o recolhimento de lixo foi afetado em diferentes cidades do país.

Os grevistas reivindicam um reajuste salarial acima dos 0,3% propostos pelo governo socialista no orçamento que deve ser adotado na próxima semana. "Margem para aumentos há", declarou a coordenadora da Frente Comum dos sindicatos, Ana Avoila, lembrando que a situação econômica do país melhorou desde o plano de rigor instaurado em Portugal em 2010. Segundo ela, "não há argumentos para o governo fazer o que fez durante o período da Troika".

A ministra portuguesa da Função Pública, Alexandra Leitão, chamou os sindicatos para discussões. Segundo ela, o país dispõe de uma "margem orçamentária" para negociar.

Essa foi a primeira greve nacional dos funcionários públicos desde que o atual governo liderado por António Costa tomou posse, em outubro. Antes dele, a aliança dos socialistas com a esquerda radical, que assumiu o poder em 2015, reestabeleceu os salários dos funcionários públicos. No entanto, mesmo se as remunerações voltaram ao que era antes da crise, os servidores praticamente não tiveram aumento.

Em 2019, a remuneração mínima dos funcionários públicos passou de 600 euros para 635,07 euros.