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Por dentro dos gigantescos campos de maconha do Marrocos

19/10/2021 12h33Atualizada em 19/10/2021 12h33

Nas montanhas do Marrocos, há uma infinidade de plantações de uma variedade de maconha desejada mundialmente.

Trata-se do que os cultivadores locais a chamam de "Kif" ou "prazer supremo". Ela domina a paisagem por mais de 500 km quadrados no norte do país.

Hoje, 60% da cannabis consumida na Europa vem do Marrocos. Mas isso não significa que os fazendeiros sejam ricos, pelo contrário.

Eles ficam a mercê dos poderosos cartéis de tráfico internacional e são impactados pelas leis marroquinas.

Embora o cultivo para fins medicinais e industriais tenha sido legalizado em maio de 2021, muitos fazendeiros ainda operam na ilegalidade e são alvos de frequentes ações policiais.

"As pessoas que levam para os outros países ganham bastante dinheiro. Mas nós somos apenas fazendeiros e ganhamos pouco. A fiscalização é muito rigorosa e não podemos exportar, o governo não deixa", diz um cultivador de maconha ouvido pelo repórter Murad Shishani, da BBC.

A nova lei teoricamente permitiria que ele cultivasse e exportasse. Mas assim como a maioria dos fazendeiros, esse produtor ainda responde a processos da época em que todos estavam operando ilegalmente.

Mais de 40 mil fazendeiros estão sendo processados por seus atos de antes de a nova lei entrar em vigor.

Existe um clamor para anistiar essas pessoas, mas o problema é que, segundo representantes do governo, entre eles estão membros dos cartéis de traficantes.

Confira no vídeo.

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