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Emmanuel Macron recebe bofetada em público; assista ao vídeo

Do UOL, em São Paulo*

08/06/2021 12h01Atualizada em 10/06/2021 15h58

Um vídeo que circula pela internet registrou o momento exato em que o presidente da França, Emmanuel Macron, foi agredido com um tapa no rosto por um homem que acompanhava hoje a visita do líder de estado ao departamento de Drôme, localizado no sudeste do país. De acordo com a polícia, duas pessoas foram detidas no município de Tain-l'Hermitage e prestam depoimentos.

A agressão ocorreu momentos após Macron se aproximar de um grupo de pessoas que estavam atrás de barreiras de segurança. A intenção do presidente era cumprimentar as pessoas. Um homem o segura pelo antebraço e estapeia o rosto do presidente francês, com a mão direita.

Na sequência, Macron é afastado por seus seguranças da região onde as pessoas se aglomeravam. Durante a agressão, uma pessoa pronunciou um grito de guerra dos antigos reis da França ("Montjoie Saint-Denis"), seguido da frase "abaixo o governo Macron".

"Tentativa de tapa"

O Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, confirmou à agência RFI a veracidade do vídeo que mostra a agressão ao presidente. Apesar das imagens mostrarem claramente a agressão, a gestão francesa classificou o ocorrido como uma "tentativa de tapa".

Após o incidente, Macron seguiu a visita ao local seguindo a agenda do dia, segundo a nota oficial do Palácio do Eliseu.

Informações da prefeitura de Tain-L apontam que a polícia local interroga os suspeitos do ato contra Macron. No momento, o chefe do Executivo nacional francês tem realizado visitas em várias regiões do país como um programa de pré-campanha eleitoral para concorrer às eleições presidenciais de 2022.

Combate às agressões

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, fez um pronunciamento sobre a agressão contra Macron. Em discurso na Assembleia Francesa, Castex denunciou o fato e alegou que a política não pode, sob nenhuma hipótese, ser baseada na violência, na agressão verbal ou física.

O premiê disse ainda que a atitude vai de encontro com os fundamentos da república democrática e fez um apelo para que episódios como o de hoje não voltem a ocorrer.

Eric Coquerel, deputado do partido da esquerda radical A França Insubmissa, além de parte significativa da classe política francesa, defendeu o presidente.

A líder do partido Reunião Nacional, Marine Le Pen, afirmou que "esse tipo de comportamento é inadmissível" e "profundamente condenável em uma democracia".

* Com informações das agências ANSA e RFI