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Não houve investigação paralela no caso Rosemary Noronha, diz Gilberto Carvalho

Edgard Matsuki

Do UOL, em Brasília

18/06/2013 09h42Atualizada em 18/06/2013 11h04

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira (18), em audiência na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, que o órgão não realizou investigação paralela à sindicância Casa Civil na atuação de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo.

A acusação de que a investigação paralela tentou “abafar” a atuação da Casa Civil foi feita pela revista Veja no ano passado. De acordo com Carvalho, a Secretaria instaurou apenas um processo de acompanhamento. “Em 100% dos casos de sindicância na presidência, nós instauramos processos para acompanhar. Não devemos atuar apenas quando provocados”, afirmou.

Carvalho também explicou qual a razão de Rosemary ter viajado por 23 países durante o Governo Lula. De acordo com o ministro, a solicitação vinha do cerimonial da presidência. “A partir do momento em que ela passou a ajudar o cerimonial informalmente passou a ser convocada para atividades dentro e fora de São Paulo”, diz.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que solicitou a presença de Carvalho na CMA, perguntou ao ministro qual era a relação entre Carvalho e Rosemary profissionalmente e pessoalmente. Carvalho respondeu que, nos oitos anos que foi chefe de gabinete de Lula, tinha cargo superior ao de Rosemary. “Eu tinha conhecimento das tarefas funcionais e ela cumpria a contento. Mas eu não sabia de outras atividades dela”, diz.

Carvalho também afirmou que já foi amigo de Rosemary, mas não conversa com ela faz muito tempo: “Tive uma relação de amizade com ela, mas depois houve uma divergência e um afastamento. Ela não me consultou se eu deveria ser testemunha na sindicância da CGU”.

Entenda o caso

Rosemary Noronha foi ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. Foi nomeada para o cargo de assessora especial no gabinete pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, e foi promovida a chefe de gabinete em 2007.

Rosemary continuou na função sob o governo Dilma Rousseff, até ser indiciada pela PF por corrupção, tráfico de influência e falsidade ideológica durante a Operação Porto Seguro. A CGU (Controladoria Geral da União) abriu sindicância contra Rosemary no final do ano passado e a Secretaria Geral da Presidência foi acusada de tentar “abafar” a acusação da Casa Civil com outra investigação.

No mês passado, o MPF (Ministério Público Federal) protocolou ação de improbidade contra 18 acusados. Já na sindicância interna, apenas Rosemary Noronha foi indiciada.