Principal investigador do "caso Pistorius" é afastado


No Cairo

Pretória, 21 fev (EFE).- Hilton Botha, o chefe da investigação no "caso Pistorius", foi afastado nesta quinta-feira pela polícia da África do Sul depois que foram confirmadas sete acusações de tentativa de homicídio contra ele.

A notícia foi anunciada pela diretora da Polícia Nacional, Riah Phiyega, durante uma entrevista coletiva em Pretória.

Algumas horas antes, o porta-voz da polícia, Neville Malila, tinha confirmado que Botha ainda tem assuntos pendentes com a justiça.

"Sim, é um caso com sete acusações de tentativa de homicídio", disse Malila, citado pela agência sul-africana de notícias "Sapa", antes de dar detalhes sobre o caso. Segundo o porta-voz, Botha atirou contra um microônibus que transportava sete passageiros, aparentemente para tentar detê-lo.

Botha era um dos principais investigadores do "caso Pistorius". O atleta é acusado do assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, encontrada morta na madrugada da última quinta-feira na casa de Pistorius em Pretória, com várias marcas de disparos no corpo.

O detetive, que chegou ao local do crime por volta das 4h15 (hora local) da quinta-feira passada, depôs ontem e hoje como testemunha perante o Tribunal da Magistratura de Pretória. Ele foi convocado para sustentar a posição da Promotoria, que é contra a concessão de liberdade mediante o pagamento de fiança para Pistorius.

A polícia, até agora representada por Botha no julgamento, concorda com a versão do promotor, que afirma que Pistorius assassinou a modelo de forma premeditada.

Após o adiamento da audiência hoje, pela quarta vez, está previsto que o tribunal se pronuncie amanhã sobre o pedido de fiança do atleta.

O corredor fez história no último mês de agosto em Londres ao se transformar no primeiro atleta paralímpico a participar dos Jogos Olímpicos.

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