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Nova Zelândia investiga as 14 mortes possíveis pela erupção do vulcão

Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção em uma ilha da Nova Zelândia - Xinhua/Michael Schade
Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção em uma ilha da Nova Zelândia Imagem: Xinhua/Michael Schade

10/12/2019 09h42

As autoridades da Nova Zelândia iniciaram uma investigação sobre a erupção do vulcão Whakaari, que pode ter matado pelo menos 14 das 47 pessoas, a maioria turistas, que estavam na ilha desabitada no nordeste do país no momento da tragédia.

Até o momento, as autoridades confirmaram as mortes de seis pessoas, porém, há "fortes indícios" de que as oito outras pessoas que continuam desaparecidas também faleceram.

A última morte confirmada foi um dos 31 feridos internados por queimaduras, dos quais, cerca de 20 estão em estado grave.

A polícia anunciou nesta terça-feira que abrirá uma investigação, a pedido de um juiz forense, embora acredite ser "ainda é muito cedo para confirmar se será uma investigação criminal".

A investigação incluirá operadores turísticos que fazem excursões para a ilha, localizada a 48 quilômetros da Ilha Norte, e que pertence desde 1952 a uma fundação privada da família Buttle como reserva natural.

No ano passado, a ilha de Whakaari, também conhecida como Ilha Branca, recebeu 17,5 mil turistas.

No último dia 3, o grupo de controle de atividades geológicas da GeoNet alertou que o vulcão Whakaari "entrou em um período de atividade eruptiva", embora tenha apontado que a situação "não representava um perigo direto para os visitantes".

O vice-comissário da polícia da Nova Zelândia, John Tims, disse hoje em entrevista coletiva que "não se pode dizer 100% de que todos (os desaparecidos) estão mortos, mas há fortes indícios de que ninguém na ilha permaneça vivo".

O policial disse que as autoridades têm uma série de imagens nas quais identificam seis locais onde acreditam que estejam os corpos de seis vítimas, enquanto duas pessoas ainda não foram localizadas.

Esses corpos seriam cobertos pelas cinzas expelidas pelo vulcão, cuja atividade continua e os geólogos estimam em 50% de chance de uma nova erupção moderada nas próximas 24 horas.

Os médicos dizem que 27 dos 31 feridos que continuam internados têm um prognóstico reservado, pois as queimaduras resultantes da erupção cobrem mais de 30% do corpo e vários sofreram queimaduras internas.

"É possível que nem todos os pacientes (queimados) sobrevivam", disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Pete Watson, explicando que a maioria dos feridos inalou gás e cinzas e, portanto, precisam de assistência respiratória.

Três outros feridos já tiveram alta.

As autoridades detalharam que as idades das 47 pessoas pegas de surpresa na ilha, variam entre 13 e 72 anos, e suas nacionalidades: 24 australianos, nove americanos, cinco neozelandeses, quatro alemães, dois britânicos, dois chineses e um malaio. EFE