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Alberto Bombig

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Pesquisa mostra força de Haddad e chance para nome nem-nem ao governo de SP

O pré-candidato do PT ao governo de SP, Fernando Haddad, durante sabatina UOL/Folha - UOL
O pré-candidato do PT ao governo de SP, Fernando Haddad, durante sabatina UOL/Folha Imagem: UOL

Colunista do UOL

13/05/2022 04h01Atualizada em 13/05/2022 13h15

A mais recente pesquisa Genial/Quaest sobre a disputa pelo governo de São Paulo mostra vantagem expressiva de Fernando Haddad (PT) nos principais cenários apresentados aos entrevistados, mas há um recorte que indica um caminho aberto para que um nome da chamada terceira via (fora das órbitas de Lula e de Jair Bolsonaro) possa conquistar a preferência dos eleitores.

A Quaest perguntou aos entrevistados quem eles gostariam que vencesse as eleições para o governo paulista este ano: 25% disseram que preferem a vitória de um candidato ligado a Bolsonaro (PL), 33% disseram preferir a vitória de um candidato aliado a Lula (PT) e 38% apontaram a predileção por um candidato com posição independente em relação aos dois líderes das pesquisas eleitorais para o Palácio do Planalto.

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Esse recorte da pesquisa sugere que um candidato "nem-nem" tem chances de atrair a simpatia do eleitorado paulista.

Neste momento, Rodrigo Garcia (PSDB) é o mais bem posicionado nessa faixa central do espectro político-eleitoral, já que Márcio França (PSB) declarou apoio a Lula. Também buscam se posicionar no centro da polarização Vinícius Poit (Novo), Felicio Ramuth (PSD) e Elvis Cezar (PDT), os três com 1% das intenções de voto cada.

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Outro ponto importante do levantamento indica dificuldades para a direita na eleição paulista e ajuda a explicar o bom momento de Haddad, líder em todos os cenários. Quando a Quaest busca avaliar, com base no principal cenário da pesquisa, em quem esse "eleitor independente" votaria se eleição fosse hoje, 23% optam por Haddad, 22% em Márcio França, 6% em Garcia e 4% em Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), o pré-candidato de Bolsonaro. Ou seja, por ora, o eleitor paulista prefere os pré-candidatos de centro-esquerda.

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Conforme a pesquisa, 63% dos entrevistados disseram que ainda podem mudar sua escolha de voto para governador de São Paulo. Outros 36% afirmaram que a decisão tomada até agora é definitiva. Com base em todos esses dados, segundo os analistas da Quaest, é possível inferir que Rodrigo Garcia ainda pode crescer na base de votos de quem prefere um candidato "nem-nem", mas que hoje está votando nos outros nomes colocados na disputa.

O atual governador assumiu o cargo no início do mês passado: 73%, segundo a mesma pesquisa, disseram ter pouco conhecimento sobre ele. Até agora, estão acertados com Garcia, União Brasil, MDB, Solidariedade e Avante, além de parte significativa do PL e do PP no estado e mais alguns apoios pontuais do PSD. Em suas entrevistas, inclusive na sabatina UOL/Folha, o governador tem dito que lutará para João Doria, seu antecessor, ser o candidato do PSDB a presidente. Porém, o tucano, por ora, mantém uma neutralidade no embate entre Lula e Jair Bolsonaro.

O nível de confiança da pesquisa Genial/Quaest é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, em relação ao total da amostra.