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Carolina Brígido

REPORTAGEM

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"A mulher não é minoria silenciosa, somos silenciadas", diz Cármen Lúcia

A ministra do STF Cármen Lúcia - Marcelo Camargo/ABr
A ministra do STF Cármen Lúcia Imagem: Marcelo Camargo/ABr
Carolina Brígido

Escreve sobre Judiciário, especialmente o STF, desde 2001. Participou da cobertura do mensalão, da Lava-Jato e dos principais julgamentos dos últimos anos. Foi repórter e analista do jornal "O Globo" de 2001 a 2021. Foi colunista a revista "Época" de 2019 a 2021.

Colunista do UOL

02/12/2021 04h00

Segunda mulher a assumir uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal), a ministra Cármen Lúcia está preocupada com o aumento da violência contra a mulher nos últimos anos - em especial, durante a pandemia.

"A mulher tem voz. Não somos uma minoria silenciosa, fomos silenciadas historicamente", disse a ministra à coluna. "A Constituição Federal é expressa em garantir direitos iguais para homens e mulheres e não temos isso", concluiu.

Junto com Rosa Weber, a outra ministra do Supremo, e Ellen Gracie, a precursora do gênero na Corte, Cármen Lúcia organizou um debate apenas com operadoras do Direito para discutir "A Justiça pelo Olhar das Mulheres. O evento será transmitido pela TV Justiça no dia 10.

Entre as participantes estão a presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Maria Cristina Peduzzi; a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano; a jornalista Flávio Oliveira e a cantora Zélia Duncan.

Cármen Lúcia ressalta que as mulheres sofrem preconceito de gênero em todos os setores, inclusive no Judiciário. Ela diz que, para o homem, é muito mais natural ser promovido, já que eles se encontram socialmente depois do expediente. "A mulher juíza é mãegistrada. Vai ser preciso haver uma mudança", diz a ministra.