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Chico Alves

Para Maia, auxílio emergencial não depende de travar verba, como diz Guedes

Maia defende votação da PEC Emergencial, em discussão desde 2020, para garantir equilíbrio de contas - ADRIANO MACHADO
Maia defende votação da PEC Emergencial, em discussão desde 2020, para garantir equilíbrio de contas Imagem: ADRIANO MACHADO
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

27/01/2021 10h18

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discorda do ministro da Economia, Paulo Guedes, que condicionou um possível retorno do auxílio emergencial a "travar" verbas para Educação e Segurança. "O que precisa é aprovar a PEC Emergencial", disse Maia à coluna.

"Estamos esperando o Senado, combinado com o Paulo Guedes, votar esse tema desde de 5 dezembro de 2019", criticou o presidente da Câmara.

Para ele, a aprovação da PEC seria suficiente para limitar gastos e garantir recursos para o benefício. A proposta que tramita no Senado estabelece gatilhos fiscais a serem acionados em caso de ameaça ao limite de despesas do governo, possibilitando até mesmo a redução de salários dos servidores públicos.

Somente no mês que vem o senador Márcio Bittar (MDB-AC), alinhado ao governo e relator da Proposta de Emenda Constitucional, deverá colocar seu texto para votação.

Maia passou boa parte do ano de 2020 defendendo que era preciso votar a PEC Emergencial, que considera fundamental para o equilíbrio fiscal do país. Depois de muito atraso, o governo fez menção de votar a proposta em dezembro passado, mas houve novo adiamento.