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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Deputado denuncia quatro do Big Brother ao MP por discriminação religiosa

BBB 21: Karol Conká e Lumena conversam - Reprodução/ Globoplay
BBB 21: Karol Conká e Lumena conversam Imagem: Reprodução/ Globoplay
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

11/02/2021 11h47

Deputado estadual do Rio de Janeiro, Átila Nunes (MDB) enviou hoje representação ao Ministério Público estadual e à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância com denúncia contra quatro integrantes do programa Big Brother Brasil, da TV Globo. Segundo ele, Nego Di, Projota, Karol Conká e Lumena cometeram crime de vilipêndio religioso - desrespeitar alguém publicamente por motivo de crença ou em função de sua religião.

O ofício pede também que os quatro sejam enquadrados no crime de discriminação religiosa, com agravante de ter sido cometido "por intermédio dos meios de comunicação".

Para Átila Nunes, que há vários mandatos se notabiliza por defender as religiões de matriz africana, os integrantes praticaram esses crimes no programa do dia 8 de fevereiro, quando ironizaram e desprezaram o orixá Xangô, cultuado na Umbanda e no Candomblé.

Na ocasião, Nego Di fez um trocadilho desrespeitoso com o orixá, arrancado gargalhadas dos colegas, ao afirmar por duas vezes "Eu xangôzei" e "Cheguei a xangôzar no quarto, véi". Segundo o deputado, Karol, Projota e Lumena (que é adepta do candomblé) também mantiveram o tom de ironia.

"Os quatro deveriam ser intimados pela polícia de forma coercitiva e levados à delegacia para prestar depoimento e servir de exemplo contra a intolerância religiosa", argumentou Átila Nunes à coluna. "Ou então vão ficar lá na casa, se divertindo, desrespeitando a religião dos outros, e ainda com chance de ganhar R$ 1 milhão".