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Chico Alves

REPORTAGEM

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Presidente do Patriota diz não saber nada sobre Bolsonaro no partido

Adilson Barroso, presidente do Patriota - Facebook
Adilson Barroso, presidente do Patriota Imagem: Facebook
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

09/02/2021 04h00

O presidente do partido Patriota, Adilson Barroso, reagiu com surpresa à declaração do presidente Jair Bolsonaro de que está "namorando" a legenda, para uma possível filiação com o objetivo de concorrer à reeleição em 2022. "A namorada ainda não foi comunicada do namoro", disse Batista à coluna. "Talvez seja uma paquera de longe, não nos falamos desde abril de 2019".

A hipótese é muito bem recebida pelo presidente do Patriota. "Seria pra nós um sonho ter a pessoa que criou o nome do partido", diz ele. Foi Bolsonaro quem, em 2017, rebatizou a legenda, que se chamava então Partido Ecológico Nacional.

Bolsonaro cogitou se candidatar em 2018 pela legenda que Barroso preside, mas acabou escolhendo o PSL.

A declaração do presidente da República foi feita ontem, no programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes. "Pretendo definir o meu futuro partido em março, mas estou namorando alguns partidos, dentre eles, um tal de Patriota", disse Bolsonaro.

Ele fez, no entanto, uma ressalva. "Eu não posso ir para um partido e não ser autoridade nesse partido. No PSL, eu não era autoridade", criticou Bolsonaro.

Para Barroso, "autoridade ele será onde ele for", por ser presidente do Brasil. O dirigente do Patriota não acredita que Bolsonaro queira repetir em sua nova legenda o mesmo tipo de domínio que exerceu no PSL durante a campanha eleitoral de 2018.

"Naquele modelo do PSL não deu certo", diz Barroso."Não creio que ele vá chegar em partido nenhum dizendo que quer tomar o partido". O dirigente acredita que Bolsonaro pretende ter autoridade de montar a chapa, para "não deixar entrar ninguém que quer crescer nas costas dele".

Apesar de simpatizar bastante com a ideia, Adilson Barroso não tem muita esperança de que Bolsonaro vá realmente ingressar na sua agremiação.

"Tem muitos partidos grandes, cheios de dinheiro, com tempo de televisão, que procuram por ele. Acho que seria um milagre ele vir para cá", diz Barroso.