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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Bolsonaro confirma que Luis Miranda entregou 'papéis' ao falar da Covaxin

12.jul.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com a imprensa após deixar o STF - Pedro Ladeira/Folhapress
12.jul.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com a imprensa após deixar o STF Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

12/07/2021 20h32

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou hoje que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) deixou com ele "papéis" para sustentar a denúncia feita no dia 20 de março, de que havia indícios de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. A declaração foi dada por Bolsonaro à saída do encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

"Deixou alguns papéis lá, não entrei com profundidade se era 'invox' (invoice, nota fiscal internacional), se não era. Os papéis que ele deixou lá eu passei pra frente isso daí", disse o presidente da República, numa referência a uma suposta apuração dos fatos que teria recomendado ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Depois dessa entrevista coletiva, Luis Miranda divulgou nota em que diz que a fala de Bolsonaro ratifica suas denúncias. "A declaração do presidente só confirma o que dissemos desde o início", afirma no texto. "Denunciamos as irregularidades com a certeza de que as providências seriam tomadas. Como resultado, fomos atacados e caluniados publicamente".

O deputado diz que seu irmão, Luiz Ricardo Miranda, "um servidor público, que cumpriu seu papel de forma exemplar, foi ameaçado de sofrer um processo administrativo".

"A demora na confirmação da verdade que trouxemos nos colocou no epicentro de uma crise que não provocamos. Nosso combate sempre foi contra a corrupção", diz a nota de Luis Miranda. "Fiz o que minha consciência mandou e faria novamente, mesmo sabendo das consequências que estou enfrentando. Seria imperdoável não agir sobre qualquer indício de irregularidade na compra das vacinas".